Brasil fica em terceiro no ranking de países mais premiados em Cannes

Festival teve 1.186 Leões, contra 1.471 de 2017; com 101 prêmios, país ficou atrás somente dos EUA e Reino Unido

O Brasil voltou a ocupar o terceiro lugar como país mais premiado do Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions, posição que esteve por várias vezes, mas em 2017 cedeu à Austrália e ficou em quarto lugar. Este ano, a performance do mercado brasileiro foi melhor em diferentes frentes: conquistou dois Grand Prix (um da Africa, em Print & Publishing, e outro da Grey, em Mobile), nove Leões de ouro, 31 pratas e 59 bronzes, garantindo novamente a terceira posição no ranking geral, atrás somente dos Estados Unidos e Reino Unido. No ano passado, foram 99 Leões, sendo 14 ouros, 33 pratas e 52 bronzes.

Além disso, o país teve a melhor média histórica de conquistas. Das 2.131 inscrições, 101 ganharam Leão, o que corresponde a 4,7% do total de campanhas participantes. Mesmo no ano em que o Brasil bateu o recorde histórico de Leões (2014), quando a publicidade brasileira levou para casa 116 prêmios, a média foi menor: 3,49%, diante das 3.321 inscrições.

howamo/iStock

Com a queda das inscrições de peças no festival, 21% no total, também era esperada uma redução na distribuição de Leões. Em 2018, os 26 júris concederam 1.186 Leões, contra 1.471 prêmios no ano passado. O número de delegados também caiu cerca de 10% este ano. “O número de delegados foi menor em 2018 em comparação com 2017, o que já era esperado, a começar pela decisão da Publicis (que não inscreveu trabalhos e não enviou colaboradores ao festival este ano). Muito longe, porém, do declínio de 25% especulado”, disse José Papa, CEO do Cannes Lions.

Sobre a receptividade da indústria da comunicação às mudanças promovidas no festival este ano, como a redução da duração de oito para cinco dias, Papa afirma que o saldo foi muito positivo. “Para nós, a definição de sucesso é garantir que o festival ofereça caminhos de desenvolvimento criativo por todo ecossistema de comunicações. Pelo que senti durante a semana em Cannes e agora, depois, o saldo é muito positivo. Sim, reduzimos a duração de oito dias para cinco, mas não com o propósito de fazer um festival mais curto e sim focado no que mais importa, criatividade nas suas mais variadas manifestações. Estou muito orgulhoso da edição deste ano. A energia foi extremamente positiva”, contou Papa.

O brasileiro destaca que o nível dos trabalhos inscritos foi excelente, os júris inspiradores e o evento contou com seminários que realmente definiram a visão para o ano criativo à frente. “Também com o lançamento da plataforma ‘The Work’ e nosso digital pass expandimos nossa comunidade e mensagem. Mais do que nunca, Cannes Lions 2018 demonstrou a criatividade como uma força poderosa para os negócios, para a mudança e para o bem no mundo”, ressaltou ele.

Papa também sinaliza novas mudanças para o ano que vem no maior festival de criatividade do mundo. “O planejamento para 2019 já se iniciou antes até da semana em Cannes este ano. São muitas as variáveis agora a considerar, mas temos uma certeza, que não podemos permanecer acomodados. Devemos constantemente mudar para refletir aquele que é um dos mais transformadores momentos em comunicação de nossa história”, completou. Sobre o desempenho da publicidade brasileira no Cannes Lions 2018, Papa conclui: “essa é mais uma constatação da potência criativa global que o Brasil é”.

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