O mundo vai mudar…

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Por Daniel Victorino, co-founder e CEO da Galaxies

Nós estamos vivendo o maior momento de criação tecnológica da história humana. E a maioria das pessoas ainda não percebeu. Não estou falando de hype. Estou falando de soluções e empresas com impacto real hoje.
A Goldman Sachs projeta que o mercado de software vai chegar a US$ 780 bilhões até 2030, crescendo 13% ao ano. Mais de 60% desse mercado será dominado por agentes de IA. Não ferramentas tradicionais, e sim agentes autônomos que executam tarefas com intervenção mínima.

Dario Amodei, CEO da Anthropic, escreveu recentemente que a geração atual de IA pode, em 1 a 2 anos, construir autonomamente a próxima geração de sistemas de inteligência artificial. Leia essa frase de novo. Entenda o que ela significa. Isso não é ficção científica. Isso é futuro praticamente garantido chegando em breve! Na China, recentemente, eu vi algo que me marcou profundamente. Não foi uma tecnologia específica. Foi a energia. Era como se cada pessoa que eu encontrava soubesse que este é o momento. Que a janela está aberta e quem construir agora vai definir as próximas décadas.

E sabe o que é mais bonito? Essa janela está aberta para todo mundo. O custo de inferência em IA caiu mais de 95% em 18 meses. Modelos que custavam uma fortuna para rodar hoje são acessíveis para uma startup de dois fundadores numa garagem em São Paulo, em Lagos, em Jacarta. A barreira de entrada nunca foi tão baixa. O potencial nunca foi tão alto. Steve Yegge, um dos engenheiros mais respeitados do Vale do Silício, argumenta no ensaio Software Survival 3.0 que a IA pode construir praticamente qualquer software sob demanda. Mas faz uma observação que me ficou na cabeça: a demanda por software novo é insaciável e efetivamente infinita. Nossa ambição sempre vai superar a cognição disponível.

Isso significa que não falta espaço. Sobra. Mas aqui está o ponto que importa: espaço existe para quem constrói, quem não espera permissão para começar. Não para quem assiste, e eu chamo isso de a era dos builders. É a era de quem pega ferramentas de IA e cria algo que não existia ontem, e de quem olha para uma indústria inteira e pensa: isso pode ser 10 vezes melhor. Na Galaxies, é exatamente isso que estamos fazendo. Construindo synthetic personas, representações estatisticamente precisas de consumidores reais, que permitem que empresas testem campanhas, produtos e decisões em velocidade que a pesquisa tradicional nunca permitiu.

Não porque é uma ideia bonita. Porque 71% dos pesquisadores de mercado já esperam que respostas sintéticas dominem a indústria nos próximos três anos e porque uma indústria de US$ 153 bilhões está se reestruturando em tempo real.

Quando o cofundador da OpenAI fala que “taste” é a nova habilidade essencial, ele está dizendo algo profundo: máquinas geram qualquer coisa agora. O que não podem gerar é julgamento, ponto de vista e a capacidade de olhar para centenas de opções e saber qual importa, ou seja, saber o que merece ser construído. E esse é o papel dos builders. Não importa de onde você é. Não importa o tamanho da sua empresa, pois o que importa é se você está construindo. As ferramentas estão aí. O conhecimento está acessível e os custos caíram. A única coisa que falta é decisão. Você vai assistir a essa transformação ou vai fazer parte dela? A era dos builders começou e ela não vai esperar.

Imagem do Topo: Divulgação

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