Além do processo reinventivo dos equipamentos que compõem o mobiliário das empresas de mídia exterior desde a implementação da Lei Cidade Limpa em 2006, os players do segmento passaram a dar maior atenção aos recursos humanos. Não que essa preocupação não existisse no modelo anterior. Mas ela foi aperfeiçoada e ganhou a sofisticação do compliance que exige relacionamentos mais consistentes entre mão de obra e empregadores. O OOH avançou para a sofisticação de profissionais que incluem desde os que estão nas ruas para a instalação e a manutenção dos inventários, passando por especialistas em tecnologia, mídia programática, digital, elaboração de conteúdo, projetos especiais de arquitetura e outras situações aplicadas ao canal.
Um dos termômetros do mercado é a premiação Great Place to Work, que reconhece aqueles que se empenham na excelência do ambiente corporativo. Para garantir a certificação da GPTW, considerada a autoridade global no tema, a empresa precisa ter o aval dos seus funcionários, que são ouvidos de forma anônima sobre a cultura organizacional, metodologias e postura de RH.
A NEOOH possui 300 pessoas no seu quadro e conquistou pelo terceiro ano consecutivo o selo de lugar considerado bom para trabalhar. “Esse reconhecimento tem um significado especial porque vem das pessoas que constroem a NEOOH todos os dias. Ter esse selo é um reflexo de nossa busca contínua por fortalecer a cultura da empresa, com prioridade à experiência de nossos profissionais e à construção de um ambiente colaborativo. Receber esse certificado pela terceira vez reforça nosso crescimento sustentável, que está diretamente conectado à capacidade de atrair, desenvolver e reter os melhores talentos do OOH no Brasil”, celebra o executivo Leonardo Chebly, CEO da NEOOH.
SUSTENTABILIDADE
A relação das empresas com seus funcionários passou a constar da pauta de sustentabilidade social (ESG) e isso se tornou pilar na NEOOH como esclarece o CFO Cristiano Muniz.
“A agenda ESG ampliou a discussão sobre sustentabilidade e deixou claro que crescimento responsável também passa pela forma como as empresas desenvolvem, engajam e cuidam de suas pessoas. As empresas de out of home passam por uma forte transformação impulsionada por tecnologia, inovação e dados. O capital humano tornou-se um diferencial competitivo. Mais do que uma área de suporte, o RH passou a ter um papel estratégico na formação de lideranças, no fortalecimento da cultura e na construção de ambientes que favoreçam inovação e alta performance. Entendemos que as empresas que desejam crescer de forma sustentável precisam colocar a gestão de pessoas no centro das decisões, é o que buscamos fazer diariamente na NEOOH.”
O compliance de RH ajuda a conquistar e manter negócios devido aos protocolos de contratação de algumas empresas. “Isso fortalece a governança e reduz riscos operacionais, além de demonstrar ao mercado um compromisso consistente com ética, segurança e organização dos processos de pessoas. Esse movimento também aumenta a previsibilidade das relações com clientes e parceiros, que hoje avaliam cada vez mais a
maturidade da gestão de pessoas como parte dos critérios de contratação e continuidade de fornecedores”, explica Muniz.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 22 de junho.
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