Mercado destaca transformação da mídia em centro estratégico do negócio

Sem as fronteiras entre online e offline, cresce a demanda por profissionais capazes de integrar estratégia, tecnologia e resultados

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Celebrado em 21 de junho, o Dia do Mídia não se limita a homenagear os profissionais responsáveis por conectar marcas, veículos, plataformas e consumidores em um ecossistema de comunicação cada vez mais complexo e orientado por dados. É mais do que isso. Trata-se de reconhecer o maior estrategista
da operação.

O mercado publicitário brasileiro movimentou R$ 5,5 bilhões em compra de mídia no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do Painel Cenp-Meios. O volume representa um crescimento de 18,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando os investimentos somaram cerca de R$ 4,6 bilhões. O levantamento foi realizado pelo Cenp (Fórum de Autorregulamentação do Mercado Publicitário) com a participação de 297 agências de publicidade de todo o país.

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o setor registrou um acréscimo de aproximadamente R$ 864,9 milhões em investimentos, desempenho que supera com folga a expansão de 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, de acordo com dados do IBGE. Televisão e internet seguem com os maiores números de faturamento.

No fim de abril, o Grupo de Mídia de São Paulo (fundado em 1968 e que vem participando da criação e consolidação do mercado de mídia brasileiro) apresentou os resultados da pesquisa ‘Que mídia sou eu’, realizada em parceria com o Ibope, com o objetivo de mapear o perfil do profissional de mídia no Brasil, sua formação e perspectivas de carreira. A pesquisa confirmou que conhecimento estratégico e conhecimento técnico seguem como competências centrais para a área, mas destacou um ponto importante: a falta de cursos de qualidade. A percepção, entre iniciantes, é de que há excesso de conteúdos dispersos e pouca padronização, o que impacta a formação e a evolução de carreira. Para os veteranos, os iniciantes são vistos como menos dispostos e menos maduros para negociar.

Para Guilherme Cavalcante, presidente do Grupo de Mídia de São Paulo, e Aline Velha, vice-presidente, o papel da entidade é a educação desse setor, destacando o relançamento da plataforma de cursos do Grupo de Mídia de São Paulo, fortalecendo-se como referência técnica no suporte para o desenvolvimento de uma formação mais generalista.

Guilherme Cavalcante e Aline Velha: o Grupo de Mídia auxilia na educação deste setor e em uma formação mais generalista (Imagem: Divulgação)

“Estamos vivendo um momento de ‘maturidade digital’. A fronteira entre mídia off e on desapareceu e, hoje, falamos apenas de uma comunicação integrada e multicanal. O grande desafio atual de nossa indústria não é mais a capilaridade, mas a capacidade de orquestrar a complexidade. Precisamos ser mais analíticos e precisos, transformando o mar de dados disponíveis em decisões que efetivamente impulsionem o negócio do cliente”, explica Aline. Já o presidente destaca que a principal mudança foi a transição do gestor de departamento para um verdadeiro gestor de negócios.

“Hoje, liderar a conta significa olhar para o negócio como um todo, pautado por dados e conversas mais sofisticadas, o que naturalmente elevou o protagonismo da área dentro das empresas”, aponta Cavalcante, complementando que o líder de mídia precisa ter uma visão holística, saindo do microgerenciamento de canais para o gerenciamento de marcas. “Além dessa visão estratégica, baseada em dados, o papel do líder é o desenvolvimento de talentos, preparando a próxima geração e criando um segundo layer de liderança dentro da organização.”

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 22 de junho.

Bruna Magatti
Bruna Magatti
Editora Assistente
brunam@propmark.com.br

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