O Brasil será representado por Viviane Duarte, CEO e fundadora da Plano Feminino, no júri de Glass: The Lion for Change. A categoria reconhece trabalhos que usam a criatividade para enfrentar desigualdades, questionar estereótipos e gerar impacto cultural e social a partir da comunicação. À frente da Plano há 16 anos, Viviane atua na construção de narrativas e projetos voltados à equidade de gênero, diversidade e impacto social para empresas. Na entrevista a seguir, a executiva fala sobre os critérios da categoria, os avanços e limites da indústria em temas de diversidade e suas expectativas.
RESULTADO
Não se trata apenas de premiar boas intenções, mas de reconhecer ideias que conseguem influenciar comportamentos, desafiar estereótipos e produzir impacto real. O debate que Glass provoca é justamente sobre a responsabilidade da criatividade em construir um futuro mais inclusivo, representativo e sustentável.
MATURIDADE
Nos últimos anos, diversas pautas relacionadas à equidade, diversidade e inclusão enfrentaram desafios em diferentes mercados. Ao mesmo tempo, observamos um movimento de retomada dessas agendas com mais maturidade e foco em resultados concretos. Acredito que veremos trabalhos que abordam questões de gênero, raça, acessibilidade e inclusão sob uma perspectiva mais estratégica. As marcas estão entendendo cada vez mais que esses temas não são apenas questões sociais, mas fatores que influenciam reputação, confiança e relacionamento com consumidores.
RESPONSABILIDADE
A criatividade não pode ser utilizada como licença para invisibilizar pessoas ou reforçar desigualdades. Toda narrativa escolhe quem aparece, quem importa e quem é deixado de fora da conversa. A indústria criativa possui uma capacidade única de influenciar comportamentos, percepções e decisões em escala. Por isso, espero que continue exercendo seu papel com consciência, construindo narrativas que reflitam a pluralidade da sociedade.

TRAJETÓRIA
Receber esse convite foi uma honra enorme. Neste ano, completo 16 anos à frente da Plano Feminino, uma consultoria pioneira na construção de marcas com propósito no Brasil. Ao longo dessa trajetória, tive a oportunidade de trabalhar com grandes marcas globais, ajudando-as a construir narrativas mais conectadas às transformações da sociedade. Como mulher que nasceu na periferia de São Paulo e construiu sua trajetória acreditando no poder da comunicação para ampliar oportunidades e promover mudanças, integrar o júri de Glass tem um significado muito especial.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 22 de junho.



