A Superliga Brasileira de Vôlei tem média de marcas por clube superior à registrada nas principais divisões do futebol brasileiro, segundo estudo da Ibope Repucom. Na competição masculina, são 10 marcas únicas por equipe, índice acima da Série A do Campeonato Brasileiro masculino, cuja média histórica não ultrapassou nove marcas por clube na última década.
Já na Superliga feminina, a média chega a oito marcas por equipe, contra cinco observadas na Série A1 do Brasileirão feminino em 2025. Os dados são do mapa de patrocínios nos uniformes da Superliga Brasileira de Vôlei na temporada 2025/26.
O levantamento reúne as marcas presentes nas equipes das competições masculina e feminina e aponta a modalidade como uma das principais plataformas comerciais do esporte brasileiro. Ao todo, a Superliga masculina reuniu 123 marcas únicas, enquanto a feminina contou com 95 marcas distintas nos uniformes dos clubes.
Considerando as duas competições em conjunto, foram identificadas 203 marcas únicas associadas ao vôlei nacional. O estudo também destaca o alcance da modalidade no país. Segundo o Ibope Repucom, os fãs de vôlei representam 67% da população brasileira adulta, o equivalente a 84 milhões de pessoas com 18 anos ou mais. “A Superliga é um case de sucesso.
Um palco onde excelência esportiva e potencial comercial se encontram. Ver esse mapeamento ganhar forma é reconhecer que nossos clubes são plataformas reais de negócio, capazes de atrair e reunir algumas das marcas mais relevantes do país”, afirma Henrique Netto Silva, diretor comercial, marketing e negócios da CBV.
Entre as marcas com maior presença nos uniformes, a Unimed aparece como destaque. Na Superliga masculina, está presente em quatro dos 12 clubes participantes: JF Vôlei, Joinville Vôlei, Sada Cruzeiro e Vôlei Renata.
Considerando também a competição feminina, a marca nacional e suas operações regionais aparecem em seis equipes da principal divisão do voleibol brasileiro. O levantamento também mostra a força dos title sponsorships na modalidade. Considerando as equipes masculinas e femininas, 67% dos clubes têm marcas incorporadas oficialmente ao nome do time.
Entre os exemplos estão Itambé Minas, Vôlei Renata, Batavo Mackenzie, Azulim Sicoob Aracoop Monte Carmelo e Sancor Seguros Vôlei. Segundo Muryel Methner, diretora de negócios do Ibope Repucom, ampliar o Mapa do Patrocínio para a Superliga representa um movimento importante para dar mais visibilidade comercial à modalidade. “O mercado esportivo brasileiro tem ativos poderosos além do futebol, e profissionais, agências e anunciantes precisam ter clareza sobre o que cada uma das principais ligas do país representa em termos de presença de marcas e oportunidades comerciais”, afirma.
O estudo também identificou a exploração comercial de propriedades específicas dos uniformes. Na Superliga masculina, 12 marcas utilizaram exclusivamente os uniformes dos líberos como plataforma de exposição, aproveitando a identidade visual distinta desses atletas em quadra. Já as casas de apostas ainda têm presença restrita na modalidade.
Apenas quatro marcas do segmento aparecem entre as 24 equipes das Superligas masculina e feminina. Entre elas estão KTO, Superbet, Betano e BateuBet, esta última como title sponsor do Vôlei Guarulhos BateuBet.
O estudo completo detalha ainda os segmentos econômicos mais presentes na modalidade, a distribuição das marcas por propriedades nos uniformes, a ocupação comercial por clube e os movimentos de mercado entre patrocinadores nas competições masculina e feminina.
*Imagem do topo: Pedro Teixeira/Divulgação Vôlei Renata

