For Tomorrow tira instituto do nome e se reposiciona como plataforma de inovação

Camilo Barros e Camila Tabachi, da For Tomorrow, falam ao propmark sobre a mudança

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O For Tomorrow tirou do nome a palavra instituto com o objetivo de deixar claro ao mercado o posicionamento como uma plataforma de inovação, com várias frentes de atuação, como produção de relatórios de tendências e viagens imersivas a países como a China. A plataforma entra no décimo ano de existência sem perder a essência de origem, que é ajudar os clientes no desenho de cenários futuros e aplicar isso no dia a dia das empresas, como explicam na entrevista a seguir Camilo Barros e Camila Tabachi, respectivamente chief business officer e chief creative officer do For Tomorrow.

Como o For Tomorrow surgiu?
Camilo: O instituto nasce em Portugal e a gente traz para o Brasil como uma consultoria de inovação. Em 2020, criamos o nosso podcast, que é o Tomorrow Cast, em que a gente fala com o mercado sobre visão do futuro do negócio, futuro da educação, futuro do entretenimento, qualquer coisa que tivesse esse olhar aqui. E, a partir dessas conversas, começamos a criar white papers, relatórios e trazer essa definição de olhar de futuro. Hoje, a gente atua basicamente em quatro verticais. A primeira que é como consultoria em trilhas de inovação para empresas. Passamos a olhar muito também para movimentos de comportamento, de consumo, com atendimento a marcas como Nestlé, Danone, Visa e Cielo, ajudando esses clientes a ter um olhar mais rápido sobre o que está acontecendo no mercado e como dar insights para o time, por meio de pesquisas, metodologias que desenvolvemos, olhando para formas de design de futuro. Nessa vertical, hoje, basicamente, a gente atua com empresas desse porte, em enterprise. São pautas que olham para a adoção de inteligência artificial, de novas tecnologias, creator economy dentro do negócio. A nossa principal frente de negócios é essa de consultoria direta com os clientes. Só que ela é a menos sexy para o mercado, vamos assim dizer, à qual a gente menos pode dar publicidade por conta até dos desafios que temos. O For Tomorrow dá letramento de inteligência artificial para C-level de empresa que se posiciona na mídia e que está falando de inteligência artificial com o nosso conteúdo.

E como é conhecido hoje?
Camilo: O For Tomorrow se tornou referência em olhar de futuro e na construção de tendências a partir dos eventos e dos ecossistemas. Estamos indo para o décimo ano de atuação. E a segunda frente é a de experiências com os eventos, como o Web Summit e o SXSW. A gente tem uma metodologia de construção desses eventos. Voltamos de Austin (o SXSW foi realizado em março na cidade norte-americana) com 85 executivos que foram conosco. O trabalho não é só ir ao evento, tem toda uma parte de preparação sobre o que ver, dentro de uma metodologia nossa e depois a aplicação de tudo que viu quando a gente volta, com a produção de relatório e aplicação dentro dos clientes. A gente começou a entender uma dor muito grande dos clientes, que eles voltavam dos eventos com muito insumo e tinham uma dificuldade grande de aterrissar o conteúdo para os times, de como colocar em prática.

De que forma surgiram os relatórios?
Camila: Até por causa das metodologias de design, a gente começou a montar os workshops e as metodologias para ajudar os clientes a priorizar o conteúdo dentro dos objetivos de negócio deles, porque é muita referência. São reports de cerca de 440 páginas. Às vezes, são tendências que eles amam, que eles acham genial, mas não se encaixam no timing da empresa no momento, por exemplo. Então, ajudamos os clientes a trazer o conteúdo para dentro das empresas e colocar em prática durante o ano com os times.

E como é feita essa construção?
Camilo: Toda a nossa construção é colaborativa. O report do South by Southwest, por exemplo, é discutido todo dia lá, a gente faz uma reunião todo dia, discute com todo mundo, gera conteúdo e a partir dessa colaboração chega ao nosso material. O relatório é aberto ao mercado. É uma ferramenta de democratização da nossa visão. Aliás, a gente faz muito esforço para que ele ganhe campo. Está disponível no nosso site para download. O For Tomorrow apresentou o relatório 30 dias depois do evento. A gente deixa passar a cobertura jornalística, porque não vamos cobrir as palestras melhor do que vocês. Vamos refletir e trazer uma entrega tangível para a aplicação corporativa. Até porque os eventos são muito pontuais dentro do calendário, começamos a desenvolver também jornadas imersivas em ecossistemas, independentemente de ter evento ou não. Já fomos para Israel, Singapura, China e Vale do Silício, por exemplo. São viagens de negócios. Levamos grupos de diferentes empresas. No fim do ano passado, ficamos 14 dias na China, onde desenhamos uma missão para olhar a creator economy e o varejo na China, como isso está se cruzando e criando uma nova indústria. Isso também gerou um relatório. Então, tudo nosso tem uma construção e isso vira uma aplicação. Neste ano, vamos para o Vale do Silício só olhando para as empresas de inteligência artificial. Como terceiro produto dentro dessa vertical, que acabou derivando disso, as empresas nos contratam para fazer missões fechadas para eles. Nesse caso, vira uma missão de incentivo. A gente não vende uma viagem de incentivo e normalmente temos um parceiro de turismo para fazer essa parte.

Explique melhor essa vertical.
Camila: Dentro da vertical de experiência, temos também os eventos proprietários, como um evento de creator economy em Portugal, onde a gente começou a olhar para o criador de conteúdo e não para quem quer trabalhar com esse profissional. Fazemos basicamente um trabalho de letramento para os criadores de conteúdo. E hoje a gente faz curadoria para grandes eventos com essas temáticas de novas tecnologias, novas habilidades, e-commerce, inteligência artificial e afins. São mais de 3 mil slots de palestras ao longo do ano.

E qual seria a terceira frente?
Camila: A terceira frente é a nossa parte de produção de conteúdo. Além do podcast, temos os relatórios dos eventos e das missões, toda parte de white paper, relatório de tendências, não necessariamente ligado a um evento. Fazemos a captação de conteúdo e os clientes nos contratam para olhar para determinados mercados com mais profundidade. Também fazemos os desdobramentos dentro das empresas. E a quarta vertical nossa é de aprendizado. Temos algumas ferramentas de aprendizado e letramento para empresas, metodologias de workshop que a gente aplica em jornadas, com produtos em parceria, que são masterclasses.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 29 de junho.

Kelly Dores
Kelly Dores
Editora-chefe
kelly@propmark.com.br

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