O bom mídia direciona atenção ao que importa, opina Renan Soares, da Artplan

Com a gama de plataformas, o executivo destaca que nem tudo merece a mesma atenção e gera o mesmo impacto para o cliente

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A aproximação do profissional de mídia com os indicadores de negócio dos clientes é, para Renan Soares, diretor-geral de mídia da Artplan, uma das principais transformações dos últimos anos. Ele acredita que o acesso a dados mais organizados e a capacidade de relacionar resultados de campanha com métricas empresariais ampliaram a relevância da mídia nas discussões estratégicas.

“Isso trouxe mais embasamento para as discussões com os clientes e também dentro das agências. Mais do que definir canais, a mídia passou a exercer um papel de conexão entre números e criatividade. Quando entendemos o que gera resultado para o negócio, conseguimos ajudar a direcionar formatos, ambientes e oportunidades que potencializam as ideias criativas. Por isso, vejo a mídia cada vez mais como uma área que une negócio, dados e criatividade para construir soluções mais eficientes para as marcas.”

Na avaliação do executivo, o debate sobre a formação dos profissionais da área não deve opor estrategistas e operadores. Para ele, o mercado precisa de perfis diversos, capazes de atender às diferentes necessidades dos anunciantes, desde operações orientadas por performance até projetos mais amplos de construção de marca. “O mercado precisa tanto de profissionais com forte capacidade analítica quanto de perfis mais estratégicos e criativos, mas, acima de tudo, de profissionais que tenham interesse real pelo negócio do cliente. O desafio está em entender qual é o perfil mais adequado para cada contexto.”

Melhor estratégia

Ao falar de desafios, Soares aponta a definição de prioridades em um ambiente repleto de possibilidades. Com o surgimento constante de novas plataformas, tecnologias e formatos, a capacidade de direcionar atenção e recursos para iniciativas realmente relevantes tornou-se uma competência essencial. “É decidir onde investir tempo. Vivemos em um ambiente com infinitas possibilidades. Nem tudo merece a mesma atenção e nem tudo gera o mesmo impacto para o negócio do cliente.”

Mas ao citar o peso dessas plataformas, ressalta que o desafio está em construir combinações adequadas de canais para cada objetivo de negócio: “Uma estratégia eficiente não passa por eleger um canal como solução para tudo. Acredito muito na construção de um mix de canais equilibrado”.

O executivo também defende uma visão equilibrada entre construção de marca e performance, ao afirmar que o papel das agências não é escolher entre curto ou longo prazo, mas ajudar os clientes a encontrar a combinação mais adequada para cada momento do negócio.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 22 de junho.

Bruna Magatti
Bruna Magatti
Editora Assistente
brunam@propmark.com.br

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