A promoção de Douglas Silveira para chief media officer da GUT em 2025 reforçou uma direção que as agências adotaram como prioridade no setor de mídia: conectar criatividade e resultados, ampliando a visão estratégica sobre investimentos de mídia e effectiveness. O foco declarado é transformar dados e criatividade em impacto real para os negócios.
O profissional analisa a formação dos profissionais da área sem jogar para os extremos. Para ele, a mídia não se tornou técnica demais ou menos estratégica. O que mudou foi a exigência da competência para lidar com a complexidade de plataformas atualmente, um movimento natural do mercado. “O desafio está em desenvolver esses profissionais além da dimensão técnica. A velocidade do negócio e a pressão do dia a dia muitas vezes reduzem o espaço para formação estratégica”. Na avaliação do executivo, essa responsabilidade não cabe apenas às agências: “É um tema que, na minha visão, precisa ser tratado de forma coletiva por agências, clientes e veículos, porque formar os próximos líderes da indústria é uma responsabilidade compartilhada”.
Entre os principais desafios enfrentados pelas lideranças de mídia atualmente, Silveira traz três fatores fundamentais: como equilibrar resultados de curto prazo com construção de marca no longo prazo; como diferenciar eficiência de eficácia, entendendo que nem tudo que é mais eficiente necessariamente gera mais crescimento; e como incorporar IA de forma inteligente, usando a tecnologia para ganhar produtividade sem substituir aquilo que continua sendo exclusivamente humano: repertório, julgamento e criatividade. Mas tudo isso esbarra na pressão do cliente. Nessa hora, é preciso mostrar que o longo prazo não é uma escolha oposta ao curto prazo.
“As marcas mais eficientes são justamente aquelas que conseguem equilibrar os dois. Quando olhamos para os principais estudos de efetividade, a consistência aparece repetidamente como um dos fatores mais importantes para o crescimento das marcas. O desafio não é convencer os clientes a investir pensando em ciclos anuais. É ajudá-los a tomar decisões que preservem a consistência mesmo diante da pressão de curto prazo.”
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 22 de junho.


