O redesenho das agências mineiras

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Por Alexis Thuller Pagliarini, sócio-fundador da ESG4

E o ‘Design Thinking Propaganda – 10 anos depois’ começou! O Sinapro MG reuniu aproximadamente 20 agências expressivas do mercado de Minas Gerais para uma sessão concentrada de design thinking visando a uma profunda reflexão sobre a atuação das agências daquele estado e uma busca por insights que forneçam caminhos para uma melhora de performance dessas agências.

Não é a primeira vez que esse esforço acontece. Em 2016 (daí o estudo atual se referir a “10 anos depois”) aconteceu um movimento semelhante, quando as agências tiveram a oportunidade de, coletivamente, colocar para fora suas dúvidas e dores para, depois, repensar sua atuação e praticar mudanças para melhorias. Envolvido na primeira iniciativa, fui escolhido, por meio da minha Criativista ESG4, para moderar a sessão atual de design thinking e consolidar os resultados junto ao Sinapro MG.

Em 2016, a grande “novidade” era a avalanche digital que invadia nossas vidas e o marketing. Redes sociais, SEO, e-commerce e muitas outras inovações que criaram o tal marketing digital. As agências precisavam se posicionar nesse novo emaranhado de soluções para seus clientes. Mas essa não era a única grande preocupação das agências.

Havia uma crescente perda de protagonismo, uma baixa atratividade de talentos – que passaram a procurar lugar das sexies startups e big techs –, formatos de relacionamento e remuneração junto aos clientes, além de outras questões que incomodavam as agências. Agora, em 2026, a grande “novidade” é, logicamente, a inteligência digital, que provoca um novo tsunami e, consequentemente, um momento de dúvidas e dores renovadas.

As dinâmicas aconteceram dentro da UNI-BH, que cedeu espaço para a atividade, além de mobilizar alunos para acompanhar a sessão de design thinking. Esse envolvimento da academia com o mercado de publicidade não é à toa.
As agências precisam resgatar a atratividade junto aos formandos saídos das faculdades. Essa renovação é muito importante para uma constante oxigenação das agências. Por sua vez, as agências têm muito a contribuir com a capacitação de novos profissionais, levando a realidade do mercado para dentro das escolas, mesclando o ambiente acadêmico com o lado profissional.

Sem querer dar spoiler aqui, não há dúvida de que essa aproximação do meio acadêmico com as agências é algo que já está no radar e apareceu fortemente no estudo realizado. Aliás, os alunos, que acompanhariam a atividade como ouvintes, foram convidados a participar ativamente, fazendo uma das apresentações de insights.

Com relação à sessão coletiva de brainstorming, vale ressaltar que a etapa de entendimento, parte integrante do chamado “duplo diamante” do design thinking, contou com diversas referências nacionais e internacionais.

Entre elas foi destaque a matéria de capa da edição de 20 de abril de 2026 do propmark, sob o título “Agências buscam equilibrar pressão por eficiência e o valor da criatividade”. As opiniões e comentários constantes da matéria foram bastante úteis para o esforço de entendimento da situação.

Como resultado do Design Thinking Propaganda – MG, obtivemos insights poderosos, advindos dos donos e diretores de agências mineiras, os quais certamente serão compartilhados aqui no nosso propmark. Em última instância, esse foi um esforço de sustentabilidade das agências. Sustentabilidade vista de forma holística, de sobrevivência mesmo.

Há outras regiões do Brasil dispostas a efetivar estudo semelhante. Será muito rico compararmos expectativas e insights gerados de diferentes realidades. No fim, o que esperamos é contribuir para o desenvolvimento sustentável da atividade das agências de publicidade, que geram uma das melhores propagandas do mundo.

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