Celular é peça fundamental na era de consumidores conectados

Smartphone se torna arma poderosa na hora de determinar a compra

A autonomia de escolha conquistada com a mobilidade de seus smartphones coloca o consumidor no centro das estratégias das empresas, afinal, as marcas precisam estar cada vez mais próximas e atentas aos anseios de seus clientes. Segundo Pipo Calazans, presidente da TracyLocke Brasil, o número de fontes que o consumidor atualmente acessa antes de tomar uma decisão é grande e, o celular, é o maior instrumento para isso. “Esse shopper passa a ter uma ferramenta poderosa nas mãos e nós, marqueteiros, temos de usá-las com todos os dados e tecnologias disponíveis, para ajudar a fazer com que esse processo de compra tenha cada vez menos fricção e seja mais assertivo”, comenta.

A tecnologia tornou o consumidor mais conectado e também mais volátil diante do forte bombardeio de informações e ofertas. Com isso, nada mais no processo de entendimento do consumidor ou no método de compra pode ser tradicional, incluindo o clássico ponto de venda. “O PDV precisa ser uma metamorfose ambulante para compreender o que o shopper quer e como o meio e as marcas podem participar da sua vida e serem relevantes para o seu dia a dia. Os varejistas devem buscar diferenciais que o mundo online jamais entregará, como, por exemplo, a experiência. E ninguém aqui está falando sobre desconstruir as lojas que conhecemos hoje. A expectativa é ter um momento de surpresa feliz ou uma praticidade que minimize o tempo do consumidor, fazendo com que a relevância surja em algum momento da sua jornada, seja pelas marcas ou pelo varejista”, revela Janaina Reimberg, head of planning and shopper marketing da Integer\OutPromo.

BsWei/iStock

Para Eco Moliterno, CCO da Accenture Interactive na América Latina, a sigla PDV, tal qual a conhecemos, já ficou obsoleta. “Hoje em dia todo ponto de contato com o consumidor é, em teoria, um ponto de venda, e muitas marcas já estão colocando isso em prática. Pois cada vez mais as lojas físicas e digitais precisarão andar de mãos dadas, o que lá fora já ganhou o apelido de ‘Phygital Store’”, afirma. Mas o que será que as marcas e agências têm feito para acompanhar essa evolução?

“Recentemente li a definição ‘From store to stories’ no relatório ‘O Futuro do Consumo’, que a Accenture fez para o World Economic Forum 2018, em Davos, na Suíça. Pra mim, é o resumo da mudança de mindset que marcas e agências precisam ter em relação aos pontos de contato com o consumidor, seja ele físico ou digital. Afinal, cada vez mais a experiência dele será o fator decisivo na escolha por um produto ou serviço. E vai ganhar esse novo jogo a marca que tiver mais experiência em criar experiências”, comenta Moliterno. Já para Calazans, a empatia é a grande ferramenta para o futuro.

“O grande papel das marcas e das agências é levantar a bunda da cadeira e ouvir esse shopper. Atualmente temos ferramentas para ouvir esse consumidor e criar um processo de empatia com ele, em escala e a custo baixo. A partir daí, criar experiências dentro e fora do PDV para atrair esse consumidor. É criar uma plataforma e uma narrativa que façam sentido para ele”, finaliza.

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