Pesquisa traça potencial de consumo em comunidades

Estudo do Outdoor Social mapeou as 10 comunidades mais populosas do Brasil

O Outdoor Social finalizou uma pesquisa com o objetivo de descobrir o potencial de consumo, em diversos segmentos, das 10 comunidades mais populosas do país: Rocinha (RJ), Sol Nascente (DF), Rio das Pedras (RJ), Coroadinho (MA), Baixadas da Estrada Nova Jurunas (PA), Casa Amarela (PE), Paraisópolis (SP), Cidade de Deus (AM), Heliópolis (SP) e Baixadas da Condor (PA). Em 2016, as periferias brasileiras movimentaram mais de R$ 141 bilhões e as classes B2, C1 e C2 responderam por 65% desse total - ou R$ 96 bilhões.

"É um mercado que cresce exponencialmente. Segundo a Organização das Nações Unidas – ONU, em 2020, 55% da população mundial estarão vivendo em comunidades.", diz Emilia Rabello, fundadora do Outdoor Social. Segundo ela, o levantamento foi feito para que agências e empresas identifiquem o grande potencial de consumo de comunidades e periferias.

"A partir de agora vamos disponibilizar diferentes pesquisas para o mercado publicitário”, diz Emilia. 

A pesquisa aponta o que os moradores de cada localidade priorizam na hora de ir às compras: enquanto os moradores da Rocinha (RJ) e Sol Nascente (DF) investem mais no consumo de medicamentos e eletrodomésticos, os moradores da Casa Amarela (PE) investem mais na compra de calçados e produtos de higiene pessoal.

“A partir da pesquisa do Outdoor Social é possível identificar que, apesar da crise econômica atual, iniciada em 2015, a classe C, que se revelou extremamente importante para movimentar o consumo interno no Brasil, foi a que menos sofreu com a perda do potencial de consumo, 2,2% contra 9,7% das classes A e B, segundo dados da PNAD 2015. Assim, os integrantes da classe média, presentes nas periferias de todos os Estados brasileiros, permanecem sendo um público consumidor extremamente importante e com enorme potencial a ser explorado”, explica a socióloga Rose Faria, responsável pelo relacionamento com as Comunidades do Outdoor Social.

 Confira alguns dados do estudo, por comunidade:

Sol Nascente (DF)

Considerada uma das maiores comunidades da América Latina, Sol Nascente, localizada em Ceilândia, no Distrito Federal, tem mais de 64 mil habitantes. Na pesquisa do projeto Outdoor Social, a liderança da comunidade, levando em conta o potencial de consumo, é registrada em oito categorias: calçados, com mais de R$ 10 milhões por ano; recreação e cultura, com mais de R$ 12 milhões; despesas com viagens, com o equivalente a R$ 14 milhões e 339 mil, e eletrodomésticos com mais de R$ 24 milhões. Além disso, Sol Nascente aparece em destaque também quando citadas as seguintes categorias: livros e material escolar, mais de R$ 5 milhões; matrículas e mensalidades, com mais de R$ 12 milhões; mobiliários e artigos do lar, com cerca de R$ 15 milhões, e veículos próprios, com R$ 76 milhões e 452 mil.

 Baixadas da Estrada Nova Jurunas (PA)

A comunidade paraense, onde moram mais de 54 mil pessoas, lidera o potencial de gastos em cinco tópicos. No segmento alimentação em domicílio, os gastos totais, por ano, ultrapassam os R$ 133 milhões. No segmento artigos de limpeza, são mais de R$ 6 milhões e com bebidas, o investimento supera R$ 14 milhões. Em higiene pessoal, a quantia é bem representativa e ultrapassa os R$ 20 milhões. Já em produtos de vestuário, o número é ainda maior: mais de R$ 28 milhões.

 Rio das Pedras (RJ)

A comunidade localizada na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, lidera o potencial de gastos em cinco tópicos: medicamentos (R$ 31 milhões), material de construção (R$ 42 milhões 130 mil), despesas com saúde (R$ 18 milhões e 300 mil), transportes (R$ 60 milhões) e refeições fora de casa (R$ 53 milhões 261 mil). Rio das Pedras tem mais de 56 mil moradores.

 Rocinha (RJ)

O potencial de gasto dos moradores da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, é de mais de R$ 7 milhões 696 mil com produtos classificados no segmento fumo. Na Rocinha, moram mais de 70 mil brasileiros.

 Cidade de Deus (AM)

Na Cidade de Deus, zona norte de Manaus, moram 48 mil pessoas e a liderança do potencial de gastos é no segmento habitação, com mais de R$ 112 milhões.

 Outros dados de segmentos mais consumidos por comunidade:

 Rocinha (RJ) – 16,71% (medicamentos); 13,63% (eletrodomésticos); 12,86% (calçados) e 12,28% (alimentação)

 Rio das Pedras (RJ) – 13,64% (medicamentos); 11,25% (eletrodomésticos); 10,56% (calçados) e 10,09% (alimentação)

 Sol Nascente (DF) – 13,67% (eletrodomésticos); 12,58% (medicamentos); 11,88% (calçados) e 11,47% (higiene)

 Casa Amarela (PE) – 10,69% (calçados), 10,64% (higiene); 10,06% (eletrodomésticos) e 10,25% (limpeza)

 Baixadas da Estrada Novas Jurunas (PA) – 12,99% (limpeza); 12,90% (alimentação); 12,16% (higiene) e 11,88% (calçados) 

 Coroadinho (MA) – 10,62% (limpeza), 10,42% (alimentação), 9,01% (higiene) e 7,99% (medicamentos)

 Cidade de Deus (AM) – 10,87% (alimentação), 10,52% (higiene); 8,46% (limpeza) e 8,03% (calçados)

 Heliópolis (SP) – 11,44% (medicamentos); 9,47% (limpeza); 9,21% (eletrodomésticos) e 9,04% (calçados)

 Paraisópolis (SP) – 11,88% (medicamentos); 9,75% (limpeza); 9,41% (eletrodomésticos) e 8,88% (calçados)

 Baixadas do Condor (PA) – 9,52% (alimentação); 9,45% (limpeza); 8,89% (higiene) e 8,70% calçados

 

 

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