Waze quer "resolver problemas de mobilidade do mundo"

Posicionamento foi apresentado junto com dados da operação brasileira e novas rotas de parcerias comerciais

O Waze apresentou nesta segunda-feira (15), em São Paulo, um compilado sobre a companhia em 2018, além de dados sobre a operação brasileira e novas rotas de parcerias comerciais para 2019. A empresa também lançou a evolução de seu posicionamento.

“Falávamos que a gente salvava cinco minutos de tempo de todo mundo. Mas o que vamos comunicar agora é que nos tornamos mais do que isso. O Waze existe para resolver os problemas de mobilidade do mundo, ou pelo menos tentar resolver e, para fazer isso, contamos com um ecossistema muito maior que somente o aplicativo usado no celular”, defende Eduardo Paraske, head de marketing para América Latina do Waze.

De acordo com o executivo, a empresa atua em diferentes frentes: aplicativo, comunidade de editores, Carpool e Connected Citizens Program (CCP). 

“O aplicativo está em mais de 185 países e mais de 50 idiomas. O Waze já se consolidou como  uso diário, é um app de necessidade para se movimentar pela cidade. Gostamos de falar também da nossa comunidade de editores de mapa, que já tem mais de 30 mil pessoas, no Brasil são mais de dois mil voluntários ativos mensalmente”, aponta.

Lançado em agosto no país, o Carpool, compõe o mix de produtos e serviços da startup. O aplicativo de carona conecta, principalmente, pessoas que fazem trajeto similar, ou seja, funcionários de uma mesma empresa, faculdade, ou hubs de negócios. A iniciativa está presente em Israel, nos Estados Unidos, aqui e mais recentemente chegou ao México.

O Waze também oferece serviços de parceria com emissoras de rádio e TV, que utilizam a tecnologia da empresa como fonte de informação sobre o trânsito nas grandes cidades.  

Além disso, a companhia atua em parceria com governos locais por meio do CCP. Desde as Olimpíadas de 2016, o governo do Rio de Janeiro dispõe dos serviços e informações do Waze para diminuir pontos de congestionamento. Na época dos Jogos, a tecnologia da empresa conseguiu encolher em 27% o trânsito da capital.    

Dentro deste novo posicionamento de resolver problemas e melhorar a mobilidade do mundo o Waze lista três tendências a ser trabalhadas em 2019: urbanização, mais acesso que propriedade e, por fim, a mudança da sociedade na era da automação e dados.

Números

De acordo com os indicadores, a empresa está presente em 185 países e em mais de 50 idiomas. Em todo o mundo, são mais de 115 milhões de motoristas. Os brasileiros usam o aplicativo durante 1h34 por dia, em média.

A empresa afirmou que 20% das navegações na plataforma são diretamente relacionadas a consumo. "A gente vem construindo resultados sólidos para as marcas aqui no Brasil e no mundo, mas quando olhamos os números, na média, em 2018, a gente teve um incremento de 22% nas marcas que trabalharam com a gente e lembrança de marca de 70%”, revela Paraske.

Leandro Espósito, country manager do Waze no Brasil, jogou luz sobre a relevância do negócio na América Latina. Em 2018, a plataforma teve crescimento de 30% em usuários ativos. O Brasil é o maior mercado da região e quinto do mundo. O Rio de Janeiro teve 1,7 milhões de usuários, enquanto São Paulo concentrou 4,5 milhões de motoristas em 2018.

De acordo com os números apresentados pela plataforma, 20% das rotas são para estabelecimentos comerciais. “Transformamos seu negócio em um destino para os consumidores”, diz Espósito.

Novos Produtos

Pipo Santos, head de agências Brasil e desenvolvimento Latam do Waze falou sobre os novos produtos oferecidos pela empresa e a relação com marcas e consumidores. "Todos os dados apresentados até aqui convertem em serviços para os clientes.”

Uma das múltiplas ferramentas desenvolvidas pela empresa consegue cruzar dados e converter a ação dos motoristas em vendas para os clientes. “Durante 30 dias, por exemplo, é possível estabelecer informações sobre o cliente versus a categoria e determinar quais são os principais concorrentes. Vemos ainda quanto por cento o anunciante conseguiu reter, quanto ele perdeu ou conquistou de fluxo em sua loja diante do total de motoristas que passaram por seu estabelecimento.”

Além disso, a ferramenta ainda traz informações sobre o impacto de datas comerciais nas buscas dos clientes. Outro anúncio feito pela companhia é de que o inventário do Waze está disponível no Display & Video 360, ferramenta única e integrada do Google que ajuda as equipes de criação, dados e mídia a trabalharem juntas para executar campanhas de ponta a ponta.

Por meio dessa plataforma é possível comprar de forma programática todo o inventário do Waze e ter acesso a informações de geolocalização e de operadora dos usuários, por exemplo. “Além disso, estamos lançando o target baseado em lealdade, ou seja, é possível segmentar a mensagem na plataforma do Waze para usuários que visitaram as lojas dos clientes nos últimos sete, 14 e 30 dias”, aponta Santos. O objetivo é segmentar os anúncios e expô-los de forma ainda mais assertiva.

Outra iniciativa na área de anúncios é o Waze Locals, direcionado às pequenas e médias empresas. Por meio de uma plataforma “self-service” onde o próprio usuário, de forma intuitiva, consegue cadastrar seu negócio no aplicativo. O serviço já conta com 30 mil anunciantes no mundo, sendo 3500 no Brasil.

“Os orçamentos são flexíveis, a partir de oito reais por dia”, afirma Fernando Belfort, head de PME para a América Latina. Segundo o executivo, a cada um real investido pelo empresário, é possível impactar 116 pessoas. 

Em 2018, shoppings, restaurantes, mercados, lojas & serviços e postos de gasolinas foram os destinos mais buscados na plataforma no Brasil.

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