20% das receitas da Simba serão para produções brasileiras

Cade fez a exigência para formalização do acordo entre Record TV, Rede TV! e SBT

A Simba Content, joint venture entre a Record TV, o SBT e a Rede TV! para a produção de formatos e programas para as emissoras de sinal fechado, anunciou o executivo Marco Gonçalves como responsável pelas negociações comerciais e institucionais do projeto que está na sua fase inicial. 

Divulgação

Ele enfatiza que a empresa é uma programadora de televisão por assinatura que, no futuro, pretende fazer produções proprietárias exclusivas para exibição nas redes fechadas. Ainda segundo ele, esse propósito cumpre uma determinação do Cade (Conselho de Administrativo de defesa da Economia), que definiu que 20% do faturamento consolidado da operação deverá ser destinado à produção de conteúdo 100% nacional.
“A autoridade que monitora a concorrência de mercado no país definiu esse percentual mínimo. A receita da Simba deve ser investida em criação e distribuição de novos conteúdos, gerando empregos, pagando impostos e ajudando no desenvolvimento e fomento das produtoras locais. A princípio, o que a Simba negocia são os três canais e seus conteúdos já existentes. Quando a Simba tiver receitas, vai criar e distribuir novos conteúdos entre as operadoras de TV paga”, explica Gonçalves.

Ele enfatiza ainda que a Simba Content não está negociando sinal de televisão. “Cada rede tem um terço da operação e os interesses são comuns. A operação foi criada pela consciência de que, juntas, as três empresas vão atender melhor aos seus interesses enquanto produtores de conteúdo frente a um mercado que está em desequilíbrio”.

Uma das bandeiras da Simba Content é a cobrança pela exibição da programação das associadas nas TVs por assinatura. “Elas são obrigadas por dispositivo legal a ter na sua grade o sinal das redes abertas. Porém, com a chegada do modelo digital no lugar do analógico, em São Paulo, a partir do próximo dia 29, mas já disponível desde o ano passado em cidades como Brasília e na pioneira Rio Verde, em Goiás, as operadoras de TV a cabo ficam desobrigadas de ter as redes de sinal aberto no seu set list”, diz Gonçalves, que prossegue: “Elas não pagam. Antes havia a transmissão analógica dos nossos conteúdos, cuja entrega era obrigatória. O que estamos fazendo é simplesmente cobrar por esses conteúdos, algo que já é feito em todos os lugares do mundo”, argumenta o dirigente da Simba Content.

A três emissoras são produtoras de conteúdo: entretenimento, jornalismo e dramaturgia. A Record TV, por exemplo, está com a novela O Rico e o Lázaro iniciando temporada na sua grade. Gonçalves finaliza: “É um direito nosso cobrar pelo conteúdo que produzimos com grande afinco e investimento para entregar com a melhor qualidade possível para a população”.

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