ESPN discute desafios da mulher dentro e fora do campo

Em aniversário da ESPNW, evento debateu superação, abuso psicológico e machismo

Feminismo pode até ser um termo da moda, mas está longe de estar desgastado. No esporte, a luta pela igualdade de gêneros não é diferente das demais esferas da sociedade, e se torna ainda mais necessária pela representatividade e a força da mulher que torce e atua como atleta. Enxergando essa lacuna no mercado, surgia em 2016 o ESPNW, plataforma digital que discute os desafios do segmento sob a ótica feminina.

Para celebrar os dois anos do projeto, a emissora promoveu nesta quinta-feira (8) um circuito de debates em sua sede, em São Paulo. “A gente tem conquistado espaços que antes não existia. Eu, a Gabriela Moreira, entre outras que vivemos na cobertura de esporte, sabemos das dificuldades que passamos no campo desde que começamos há 15 anos. E muitas mulheres passam o mesmo em suas respectivas áreas. Não podemos deixar esse debate morrer”, destacou a apresentadora Marcela Rafael, do programa “Olhar ESPNW”.

Entre as convidadas do evento estiveram Priscila Pedrita, lutadora de MMA, que falou sobre superação e representatividade da mulher em um território majoritariamente masculino. Também compareceram Nicole Merhy, embaixadora do movimento “My game, My Name”, que combate a opressão contra as mulheres nos jogos de eSports, além de Beatriz Manfredini e Giulianna Muneratto, autoras do livro "Gaslighting: A louca não sou eu", que aborda a temática do abuso psicológico.

Fechando o ciclo de debates, Sônia Andrade, vice-presidente do Vasco da Gama, falou sobre os desafios de estar na direção de um dos maiores clubes do país e o preconceito ainda forte entre os próprios torcedores. Os painéis foram mediados por Marcela Rafael, pela repórter Gabriela Moreira e pela ex-nadadora olímpica Flávia Delaroli.

“Nós temos gente aqui na ESPN mulheres capazes de assumir qualquer tarefa, trabalhar em qualquer setor, defender qualquer ideia. A gente vive num mundo tão maluco que nós temos que enaltecer isso quando deveria ser algo absolutamente natural. Mas a gente faz isso porque ainda há muita resistência. Fico alarmado porque a gente precisa ainda bater nesta tecla, mas se tiver que seguidamente tratar desse assunto, nós faremos. Trataremos com seriedade e acima de tudo respeito”, destacou João Palomino, vice-presidente jornalismo e produção da ESPN Brasil.

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