Os jornais O Globo e Extra vão trabalhar de forma unificada

Decisão de unir redações reduzirá custos e é uma aposta no digital

A partir desta segunda-feira (30) trabalham de maneira unificada as redações dos jornais O Globo e Extra, após um ajuste que gerou cerca de 30 demissões e também algumas contratações. As plataformas das duas marcas seguem, naturalmente, separadas. O diretor de redação do Extra, Octavio Guedes, e o diretor de redação do jornal O Globo anunciaram a mudança internamente na semana passada. A nova operação já funciona no novo prédio que agora reúne as equipes de ambos os jornais, além das sucursais do jornal Valor e das revistas da Editora Globo (Época e Quem) e a equipe do portal TechTudo (incorporado pela Editora Globo).

A mudança física para o novo prédio – que fica na rua Marquês de Pombal, no centro, bem próximo aos prédios ocupados anteriormente pelos jornais – teve início em novembro do ano passado.  Estão no novo endereço também todas as áreas da Infoglobo (redações, comercial, SAC, administrativo, marketing e projetos especiais).  A operação do jornal O Globo deixa, portanto, seu mais emblemático endereço na rua Irineu Marinho 35, que ocupava desde 1954. Trata-se na verdade de sua terceira mudança, pois ele nasceu de fato na rua Bettencourt da Silva em 1925, onde hoje é o Largo da Carioca.

Ascânio Selene diz que independente da crise, com a queda no volume de publicidade, a queda de circulação do papel e a mudança completa do modelo de negócio, a partir da nova forma da audiência de buscar notícias de maneira pulverizada, é preciso crescer no digital. A unificação tem esse foco: o de fortalecer o conteúdo digital, sem perder de vista a qualidade da edição impressa.

“Estamos reunindo duas redações muito sólidas, muito fortes, muito bem preparadas em seus segmentos. As duas marcas seguem independentes, mas estaremos unidos como uma super máquina de produzir conteúdo digitalde altíssima qualidade, que desperte a atenção do leitor, que os faça ficar nas nossas redes e pagar pelo nosso conteúdo. Eyballs voltadas para o nosso conteúdo, o tempo todo, e de preferência conseguindo sustentar essa máquina com o dinheiro de quem está consumindo”, diz Selene. 

O que muda, de imediato, é o esquema de horários de trabalho: a redação começa a funcionar às 6 horas da manhã sem hora para encerrar, com o objetivo de oferecer qualidade de informação nas primeiras horas do dia. Às 7h30 será realizada a primeira reunião de pauta e o foco principal será nos horários de pico – sendo o primeiro às 8h da manhã, o segundo entre 11h e meio dia e o terceiro em torno de 18h, além dos “prime times” noturnos.

“O esforço é muito grande. Criamos uma equipe de produção de conteúdo digital fabulosa, com grandes nomes, especialmente para construir produtos digitais para os nossos consumidores. Sabemos que temos um único caminho a seguir, e estamos seguindo”, comenta.

As edições impressas dos dois jornais – que ainda trazem para dentro de casa mais de 80% da receita - serão fechadas por uma equipe senior separada, valendo-se do conteúdo produzido pela redação unificada.

No que diz respeito às pessoas que fazem parte do novo projeto unificado, vale registro que Alan Gripp deixa a editoria País e passa a exercer a função de Editor de Integração, com a função de chefiar a Mesa Central, respondendo diretamente aos diretores de Globo e Extra. Paulo Motta, Denise Ribeiro e Fernanda Delmas (que volta para casa), serão Editores de Produção. Chico Amaral passa a ser Editor Visual e Alexandre Maron, Diretor de Inovação da Editora Globo, assume a função de Editor de Produtos Digitais.

 

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