Sem medo do futuro

Nesta reportagem sobre a série Profissões do Futuro, o destaque é para os cursos de bacharelado de design e administração da Escola Ssuperior de Propaganda e Marketing (ESPM)

 

Ligada às tendências da sociedade e do mundo corporativo, o investimento segue firme e forte na formação de jovens que desejam desafiar o mercado de trabalho com competência, criatividade e inovação. 

 

A ESPM não tem medo do futuro. Inaugurada em 1951, mantém sua tradição e, ao mesmo tempo, incorpora com responsabilidade o mundo contemporâneo. Nesses 67 anos de ensino, pesquisa e aperfeiçoamento, apropriou-se da excelente credibilidade conquistada e ultrapassou as fronteiras da propaganda, o primeiro curso da escola. Só em São Paulo, oferece sete graduações - administração, ciências sociais e do consumo, design, jornalismo, publicidade e propaganda, relações internacionais e tech (sistemas da informação).

Mas também mantém cursos de graduação no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, com uma formação acadêmica de primeira qualidade, que é reconhecida pelas melhores empresas do país. Neste último episódio da série Profissões do Futuro, organizada pela revista Propaganda, os destaques são os cursos de design, coordenado por Ana Lúcia Lupinacci, e administração, liderado por Marcelo Zorovich. Quem detalha o DNA da ESPM é Alexandre Gracioso, vice-presidente acadêmico desde 2011 e dono de um currículo invejável - administrador formado pela FGV de São Paulo, com pós-graduação em
marketing na ESPM, mestrado nos Estados Unidos e doutorado na FGV.

 

“Transformamos o marketing em uma das linhas de união de nossos programas. Nossos cursos, todos sem exceção, têm foco nessa competência, no mercado, no negócio e em uma postura empreendedora. Damos atenção às qualidades do profissional do futuro, que precisa ter, evidentemente, um letramento digital adequado e alinhado às tendências, habilidades de relacionamento socioemocionais bem desenvolvidas, pensamento crítico e capacidade de comunicação, além de sólido conhecimento técnico da área escolhida.” Gracioso completa: “Um profissional voltado para a inovação, inquieto, curioso, disposto a procurar por novas oportunidades.”

 

Design

Impossível não compreender a importância do design no mundo atual. Pense: há dez anos, o assunto estreou no Festival de Cannes - e o Brasil tem bons prêmios, boa aceitação pela criatividade e pelo modelo de negócio. Diante do globo, nosso país também se destaca no segmento de embalagens, marcas e animação. A Itália segue firme em mobiliário e produtos. A Inglaterra é forte por conta da economia criativa, o Canadá devido ao digital. A Espanha tem tradição editorial e os Estados Unidos investem em marcas. Bem, a Alemanha é o berço do design com a Escola Bauhas, que  foi uma escola de design, artes plásticas e arquitetura de vanguarda, uma das maiores e mais importantes expressões do chamado Modernismo e a primeira escola de design do mundo.

 

Existe um amplo mercado aqui e lá fora. Mas no Brasil o mercado está maduro, fortalecendo-se gradualmente e em escala ascendente com escritórios de ponta, pesquisa, desenvolvimento, associações de classe e, especialmente, ensino organizado.

 

Com cerca de 350 estudantes na graduação de design, a ESPM se orgulha de colocar a totalidade de seus alunos no mercado de trabalho. “Existe uma demanda boa para a carreira”, afirma Ana Lúcia Lupinacci, coordenadora do curso, que tem um passado incrível - formada em comunicação visual pela Universidade de São Paulo, a USP, com pós em design e mestrado e doutorado na área de educação. “Há estudantes em diversos segmentos, como 3D, emotion graphics, editorial, sites, marcas e embalagens. É um mercado enorme. A área de embalagens ocupa um lugar respeitável nesse campo, mas há outras áreas, como consultorias e design de marcas para a construção da identidade de empresas.”

 

De acordo com o DNA da escola, o curso de design tem habilitação em Comunicação Visual com ênfase em marketing e negócios. “Isso significa que oferecemos aos estudantes uma sólida formação em projetos e planejamento, em áreas conhecidas do design visual, gráfico e digital, especialmente na construção de marcas e sistemas de identidade visual, além de segmento editorial, como projetos de livros, revistas, jornais, sinalização ambiental e design voltado à web, videografismo e 3D.”

 

Tudo isso dentro do que Ana Lúcia chama de perspectiva multiplataformas. “Não é design gráfico nem digital. Por isso chamamos o curso de design visual, porque trabalhamos os vários suportes.” Com duração de quatro anos em período semi-integral, o bacharelado exige estágio obrigatório e o Trabalho de Conclusão de Curso, TCC, é denominado na ESPM de Projeto de Graduação em Design, PGD.

 

“No estágio, os estudantes fazem seus portfólios, gráficos e digitais. Nosso mote é a prática desde o início e teoria sempre, até a conclusão. Desde o primeiro semestre, o aluno tem aulas práticas de projetos, acumulando conhecimentos teóricos que sustentam a prática até o término do curso. É um conhecimento que construímos de forma integrada.” Ana Lúcia detalha melhor: “Isso ocorre por meio da ideia de projeto. Quando o aluno projeta, ele começa a ter a concepção, um método e, consequentemente, um produto final. Todas as disciplinas do semestre alicerçam esse percurso”.

 

De acordo com Ana Lúcia, os estudantes costumam estagiar em escritórios de design e de arquitetura, e em departamentos de comunicação - o conhecimento em marketing ajuda muito nesse caminho. “Mas muitos se interessam por estratégia, gestão. Alguns vão para área da direção de arte, ilustração. Outros se movimentam para serem empreendedores.”

 

A ESPM tem uma parceria “longeva” com o Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia, o Cietec, que é uma associação civil sem fins lucrativos, ligada ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas, o IPT, que “incuba” empresários de tecnologia. “Nessa parceria, nossos estudantes, orientados por professores de design da ESPM, desenvolvem marcas para empresários incubados. Já criamos mais de 200 marcas, com índice de implantação superior a 80%. Essa união é boa para a academia e para o mercado porque os alunos têm contato com clientes reais e começam a trabalhar com a visão de multiplataformas. Não falamos mais em design gráfico, nem design digital ou design de produto, porque o gráfico hoje é feito digitalmente. O de produtos idem e muitas atividades do design digital têm um aporte manual que, aliás, é uma tendência. Isso é o que chamo de multiplataforma, afirma. Ana Lúcia ressalta que a área de 3D também é bastante valorizada pela escola, em que os estudantes realizam trabalhos de modelagem e animação, entre outros.

 

A coordenadora diz ainda que, como profissional, ela precisa estar conectada a esse pensamento e, como educadora, tem o dever de despertar ou sensibilizar os jovens que escolhem essa carreira para essa perspectiva. Ana Lúcia garante que a ESPM recebe estudantes na faixa entre 17 e 18 anos de escolas particulares e públicas com bom e, não raro, ótimo repertório em relação a design. “Com essa noção, muitos têm a atenção voltada para o pilar da tecnologia, que é muito importante, mas não o único. Outros estudantes acreditam que, por saberem desenhar, terão facilidade com a área. Outros ainda não sabem desenhar, mas, mesmo assim, optam por design. O desenho hoje é mais uma ferramenta de percepção porque, a partir do momento que existem softwares gráficos, é possível aprender a se comunicar com imagens geradas pelo computador.”

 

A mestra acrescenta que os pilares da cultura da estética e da sociedade são essencialmente importantes. “É fundamental compreender que o que fazemos tem significado. Não se trata apenas de um logotipo, é uma marca. Pode ser de uma empresa ou de uma revista que quer se comunicar de certo modo com determinado público. Mas pode ser uma cadeira, um serviço ou um site que tem a questão da interface. O aprendizado tem a ver com a construção de um pensamento visual e da capacidade de se comunicar por imagens, que podem ser desenhos, ilustrações, fotografia e 3D. Não é só autoexpressão. Fazemos design para alguém e essa perspectiva comunicacional é muito primordial.”

 

Administração

Há dez anos na ESPM, Marcelo Zorovich assumiu a coordenação do curso de administração em dezembro passado. É ele quem orienta os mestres a formarem profissionais que organizam, planejam e orientam o uso de recursos financeiros, físicos, tecnológicos e humanos de empresas, buscando soluções para os problemas que aparecem. É o chamado, internamente, de administrador 4.0: estrategista e responsável pela gestão de recursos.

 

O curso, explica Zorovich, segue todos os critérios do MEC
e as suas diretrizes curriculares nacionais. “Estamos falando de curso de administração em geral e cobrimos áreas importantes como economia, recursos humanos e gestão de finanças. No entanto, um de nossos diferenciais é a parte de marketing, que é muito forte na ESPM. Realizamos, inclusive, uma pesquisa recente, cujo resultado mostra que 70% dos nossos ingressantes escolheram a ESPM justamente por causa do foco em marketing.” Segundo ele, o mercado percebe esse diferencial e aprova.

 

Com esse direcionamento claro em gestão de marketing, inovação e mentalidade empreendedora, o corpo docente da ESPM tem por objetivo formar jovens com foco em resultados, mas com profundo conhecimento ético. De acordo com o mestre, “o marketing” começou a ganhar relevância sobretudo nos anos 1980/1990 e foi sendo revisto, reformulado, e o mercado passou a ser pautado por essa área do conhecimento. “Acompanhamos essas tendências de olho no mercado”, declara Zorovich.

Além de coordenador do curso, Zorovich lidera a coordenação do Centro de Integração Empresa Escola, o Cintegra-
-ESPM. Criado em 1997, é responsável pelo relacionamento com empresas a respeito de estágios dos estudantes de graduação dos sete cursos da escola, facilitando a inserção de jovens no mundo corporativo. “Temos uma base de mais ou menos dois mil contratos de estágio com estudantes predominantemente do quinto ao oitavo semestre. Mas existem alunos do terceiro, quarto semestre atuando em empresas”, garante.

 

Esse relacionamento permite à escola ter um perspectiva clara de diversos setores com relação a itens variados, como remuneração e porte das empresas. “No Cintegra, acompanhamos a empregabilidade dos estudante da escola, sobretudo dos egressos, dos que já se formaram, o que nos possibilita identificar onde eles estão trabalhando, áreas de oportunidades e salários.” É muito importante saber que o Cintegra tem seis mil empresas cadastradas.

 

Outro foco importante do curso é a tecnologia. Zorovich explica: “Oferecemos aqui o que chamamos de trilhas, que são pequenas especializações. Uma delas é a dos negócios digitais. Trazemos muitas empresas para dentro dos cursos para falarem sobre esse assunto. O que quero dizer é que estamos antenados às tendências. Precisamos captar tudo porque a velocidade do mundo é alta.”

 

Administração reúne hoje cerca de 1.300 estudantes e segue o mesmo ritmo dos demais cursos da escola. Ou seja, no quinto semestre, os alunos passam a frequentar o curso à noite, para facilitar a entrada dos alunos no mercado e terem tempo suficiente para se dedicarem aos estágios, que, no caso desse bacharelado, são obrigatórios por lei.

 

Além do Cintegra, a ESPM possui o canal.espm.br, que é um link apenas para os estudantes da escola, onde eles encontram todas as vagas disponíveis. O coordenador de administração explica que as empresas abastecem o link e a escola faz a divulgação das vagas para os coordenadores que, por sua vez, informam aos estudantes, embora eles tenham acesso direto ao canal. “É uma ferramenta de comunicação com o mercado bastante valorizada e temos tido bons resultados”, garante Zorovich.

 

As garantias de estágio são altas, mas a efetivação das vagas é outro tema. “Hoje ainda não consigo dizer. Estamos incluindo esse dado na próxima pesquisa.” De acordo com o coordenador, há uma demanda forte do mercado financeiro. “Os bancos empregam muito, as corretoras também. Mas, dentro dos bancos, há áreas distintas. Posso ter um aluno que segue para a área financeira, mas posso ter um na área de marketing. Outro lado são empresas de bens de consumo de massa, que gostam de nossos estudantes, como Nestlé, Coca-Cola, e empresas varejistas, como Pão de Açúcar e Carrefour.  No entanto, seria um equívoco pensar que todo estudante deseja ser contratado por uma grande empresa. Há quem se veja trabalhando em startups, abrindo o próprio negócio ou batalhando para fazer carreira internacional.”

 

No que a ESPM colabora com esse estudante? O estudante que quer ultrapassar fronteiras, ele diz, pode fazer mais um ano de curso, estudando na Nebrija University, em Madri (Espanha), ou na IESEG School of Management, com campus em Paris e Lille. “São duas excelentes escolas europeias de negócios. O interessado faz um ano lá de cursos ligados à área de administração e precisa desenvolver o trabalho de conclusão aqui e lá para ter a dupla titulação, que é reconhecida bilateralmente. É um ganho em escala, visibilidade e competitividade.”

 

Palavra do mestre Zorovich, PhD Candidate pela USP, mestre em administração (ESPM), mestre em economia política internacional (University of Miami, onde foi Resident Fellow no Center for Hemispheric Policy) e mestre em relações internacionais (Université Laval, Québec, Canadá), além de ter MBA pela FEA-USP e graduação em CSO/marketing pela ESPM.

 

 

 

 

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