Separação

Linha direta

 

Tendo em vista a prolongada crise econômica que atravessamos, acentuada por uma crise política que parece interminável, o Brasil começa a se descolar desta última, deixando seus problemas e soluções com os políticos e os tribunais.

 

Assim é que neste mês de julho, tradicionalmente um período fraco para o desempenho publicitário, tivemos e estamos tendo manifestações mais acentuadas em alguns mercados.

 

Essa tendência vai se refletir de forma ainda mais significativa a partir de agosto, quando de fato se inicia o segundo semestre nos negócios. É aqui que se dará a retomada publicitária, cujos primeiros sinais, entretanto, já surgiram em julho, juntamente com o movimento de separação da economia em relação à crise política.

 

A percepção que já domina os players dos principais segmentos de negócios aponta para a recuperação das perdas verificadas nos últimos meses. A certeza de que as instituições estão funcionando, os crimes a princípio inacreditáveis praticados contra o erário estão sendo punidos e os culpados devidamente condenados, oferece um alívio para a população e, ao mesmo tempo, a garantia de que o Brasil está se safando de mais um período difícil da sua vida pública.

Assim seja.

 

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A presente edição de Propaganda homenageia um dos profissionais mais importantes do mercado: Gilberto Leifert, que ocupava o cargo de diretor da Central Globo de Relações com o Mercado, deixou a emissora no dia 30 de junho, por completar os 30 anos de serviços prestados à mesma, o que, em função diretiva, conduz à saída do profissional.

 

Figura querida, Leifert prossegue na presidência do Conar, recebendo um apelo das principais agências que atuam em nosso país para tão cedo não abrir mão dessa importante missão que o mercado lhe confiou.

 

A propósito, os dirigentes publicitários que detêm mais de 80% de todas as verbas do país compareceram ao almoço promovido pela Abap, sob a presidência de Mario D’Andrea (Dentsu), para homenagear Gilberto Leifert, em uma reunião de líderes como há muito não se via no segmento.

 

A importância de Leifert, relatada na matéria de capa desta edição e assinada por Pedro Yves, já se embute na história da própria atividade publicitária brasileira das últimas três décadas. E não apenas o texto jornalístico acima apontado, mas inclusive os anúncios que fazem parte desta edição – já que falamos de propaganda – comprovam o mérito das homenagens a Leifert.

 

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Passamos uma vez mais no grande teste de Cannes, que julga anualmente todas as plataformas e trabalhos para elas desenvolvidos pela atividade publicitária dos países que ocupam a primeira metade do bloco mundial das economias de mercado.

 

E, novamente, pudemos verificar, através do exercício da comparação, que o nosso país prossegue produzindo um elogiável produto final nesse quesito do marketing.

 

A sala de imprensa, reduto dos jornalistas que cobrem o Cannes Lions, permite que profissionais da mídia especializada (e alguns até da grande mídia) de muitos países, inclusive dos mais desenvolvidos, provoquem aproximações frequentes com seus colegas brasileiros, indagando sobre as nossas agências, a força publicitária dos nossos anunciantes e principalmente sobre o empenho e a criatividade dos publicitários brasileiros, que se acostumaram a ganhar muitos importantes prêmios nesse tradicional festival.

 

Essa curiosidade é para nós motivo de orgulho, endossando uma realidade que o Brasil publicitário já há muitos anos seguidos comemora.

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