Reconhecida pela atuação no segmento agro, a gaúcha Be Nice to People está disposta a abdicar da visão generalista construída pelos sócios Fernando Garros, Ubiratan Fontoura e Fernanda Kubiack ao longo das suas carreiras em grandes agências. A ideia é trazer um olhar especialista para algumas disciplinas, mas sem perder a essência construída nos últimos dois anos no atendimento a marcas do agronegócio, como a multinacional norueguesa Yara (fertilizantes), Husqvarna (equipamentos profissionais), Viqua Irriga (irrigação) e Helm (defensivos agrícolas).
A Be Agro passa a dar sustentação ao setor que concentra 25% das riquezas produzidas no Brasil, com um volume anual de aproximadamente R$ 3,2 trilhões. A BePeople, nas palavras de Garros, reúne especialistas dedicados ao endobranding, à cultura organizacional e à comunicação interna, “entendendo que a construção de uma marca forte começa, cada vez mais, pela experiência de quem trabalha dentro dela”. Já a BeTrade, de acordo com Garros, “nasce com foco em estratégias de trade marketing, reconhecendo que grande parte da decisão de compra acontece justamente na relação entre indústria, canais, distribuidores e consumidores”.
Garros acrescenta: “Mais do que criar novas áreas, nossa intenção foi construir ambientes de aprendizado permanente. Quando uma equipe acompanha diariamente um determinado setor, participa de seus eventos, estuda seus indicadores, entende sua linguagem e convive com seus desafios, ela amplia sua capacidade de fazer perguntas melhores e de propor caminhos mais consistentes. A criatividade continua sendo o ponto de partida, mas passa a ser alimentada por um conhecimento muito mais profundo da realidade de cada cliente”, explica, destacando a criatividade, sua área de atuação na Be Nice to People, como elemento crucial para as três verticais.
“Costumo dizer que criatividade e conhecimento não competem entre si; eles se potencializam. Quanto mais entendemos um mercado, mais liberdade temos para desafiar seus padrões, conectar referências inesperadas e construir soluções que realmente façam sentido para quem vive aquele contexto. As ideias deixam de ser apenas interessantes e passam a ser relevantes, porque nascem de uma compreensão genuína do problema que precisam resolver.”
Garros esclarece que a especialização tende a ganhar musculatura no cenário da publicidade global e que talvez seja um dos próximos movimentos naturais da comunicação.
“Não porque a criatividade generalista tenha perdido seu valor, mas porque a complexidade dos negócios exige um novo nível de profundidade. Em um ambiente em que consumidores, canais e mercados se tornaram cada vez mais fragmentados, acreditamos que a especialização amplia a capacidade criativa, fortalece o pensamento estratégico e aproxima a agência daquilo que realmente importa: gerar valor para o negócio de seus clientes”, afirma Garros, que também observa que essa evolução não representa uma ruptura com a essência da publicidade, mas um aprofundamento dela.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 13 de julho.


