Após crise, Ypê retoma comunicação e foca em estratégia no social commerce

Canal já responde por um terço do faturamento digital da marca, que faz 75 anos; millennials e geração Z são os principais compradores
Empresa informa que cerca de 90% das compras são realizadas pelo celular | Imagem: Eduardo Lopes

Em 2026, a Ypê chega aos 75 anos com um plano para ampliar sua conexão com consumidores mais jovens por meio do comércio eletrônico. Embora tenha ingressado nesse mercado apenas em 2024, a estratégia da companhia é orientada pelo perfil de seus consumidores no ambiente digital. Segundo dados divulgados pela empresa, o principal público é formado por millennials e integrantes da geração Z, especialmente pessoas entre 25 e 34 anos. Cerca de 90% das compras são realizadas pelo celular e 40% dos compradores são homens.
Marcela Mariano, CMO da marca, conta que a mudança no comportamento do consumidor levou a empresa a integrar conteúdo, influência, entretenimento e conveniência à jornada de compra.

“Hoje, millennials e a geração Z descobrem, avaliam e compram produtos de forma cada vez mais integrada ao conteúdo digital, especialmente pelo celular. Por isso, nossa estratégia evoluiu para estar presente nesses ambientes”, afirma.

Como parte dessa estratégia, a companhia passou a investir em formatos interativos e experiências que aproximam a descoberta dos produtos da conversão. Hoje, a Ypê está presente em plataformas como Mercado Livre, Amazon, Magalu e TikTok Shop. De acordo com a companhia, mais de 50% das vendas digitais são originadas por buscas espontâneas. Do total comercializado nesses canais, 55% correspondem a compras recorrentes, enquanto 45% vêm de novos consumidores.

No Mercado Livre, por exemplo, a marca reúne aproximadamente 47 mil seguidores. Entre maio e junho, período em que enfrentou restrições da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) relacionadas a alguns lotes, a Ypê registrou aumento de 40% na entrada de novos compradores nos canais digitais.

“Quando facilitamos o acesso aos produtos e estamos presentes nos ambientes onde o consumidor já passa seu tempo, ampliamos nossa capacidade de atrair novos públicos e gerar recorrência”, avalia Marcela. Apesar da entrada recente no comércio eletrônico, a executiva atribui o avanço da operação à junção da força histórica da marca, à ampliação do portfólio e à parceria com plataformas digitais.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 24 agosto.

Bruna Nunes
Bruna Nunes
Repórter
bruna@propmark.com.br

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