Roupa guarda memória. Está na peça escolhida para uma entrevista importante, no vestido de uma celebração ou no look que acompanha uma mudança de vida. A C&A sabe muito bem disso e explora essa nostalgia e memória afetiva em seus 50 anos de existência. A história da marca no Brasil começa em 1976, quando a varejista holandesa inaugurou sua primeira loja no Shopping Ibirapuera, em São Paulo. A chegada marcou também a entrada da companhia na América Latina e ajudou a introduzir no país um modelo de varejo de moda baseado na oferta de roupas prontas, variedade e preços acessíveis. Cinquenta anos depois, a marca soma mais de 330 lojas no território nacional, além de sua operação digital, com mais de 15 mil profissionais. A origem da companhia, porém, remonta a 1841, na Holanda, quando os irmãos Clemens e August fundaram a empresa cujas iniciais deram origem ao nome C&A. A expansão internacional levou a marca a diferentes mercados e, no Brasil, a operação rapidamente ganhou escala e relevância no varejo de moda.
Desde os primeiros anos no país, a trajetória da C&A esteve associada não apenas à expansão do varejo, mas também a iniciativas que ajudaram a aproximar moda, comportamento e comunicação. Em 1984, a empresa lançou seu cartão próprio, apontado como o primeiro private label do mercado brasileiro. Cinco anos depois, em 1989, contratou o dançarino e ator Sebastian, que se tornou um dos personagens mais reconhecidos da publicidade da marca e um marco de representatividade na comunicação brasileira.
O encontro começou em uma audição, quando a C&A buscava um homem negro para protagonizar uma campanha. Vindo da dança, do teatro e dos musicais, Sebastian levou ao teste referências como James Brown, Tony Tornado, Wilson Simonal e Elis Regina. O personagem criado para aquela ocasião se transformaria em uma figura reconhecida nacionalmente. A parceria não ficou restrita à televisão. Sebastian participou de semanas de moda, inaugurações, eventos e celebrações populares, ampliando a relação entre a marca e o público. “Conseguimos romper barreiras e construir uma aliança com o público brasileiro. Ficou evidente que o Brasil precisava se ver representado em toda a sua diversidade. Minha relação com a C&A ultrapassou os comerciais de televisão”, relembra Sebastian Soul.

A década de 1990 consolidou essa estratégia de comunicação próxima da cultura popular. Já nos anos 2000, a C&A ampliou sua atuação no universo fashion por meio de parcerias com estilistas e nomes conhecidos da moda. Em 2001, Gisele Bündchen estrelou a campanha de 25 anos da companhia. A partir de 2005, a marca passou a desenvolver coleções em parceria com estilistas, movimento que se estendeu pelos anos seguintes e aproximou o varejo de moda de diferentes criadores e grifes. A aproximação com o circuito fashion ganhou novos capítulos em 2009, quando a C&A participou da São Paulo Fashion Week e do Fashion Rio e lançou coleções com nomes como Reinaldo Lourenço, Isabela Capeto e Amir Slama. No ano seguinte, inaugurou no Shopping Iguatemi, em São Paulo, sua primeira loja-conceito no país.
Ao mesmo tempo em que ampliava sua presença física e sua atuação em moda, a companhia passou a investir em iniciativas digitais e de sustentabilidade. Em 2012, a campanha “Fashion Like” levou para as lojas as preferências manifestadas pelas consumidoras no ambiente digital e conquistou cinco Leões em Cannes. Em 2014, a C&A estruturou seu e-commerce no Brasil, dando início à expansão de sua operação digital.
A agenda socioambiental também ganhou espaço na trajetória da companhia. O Instituto C&A foi criado em 1991, enquanto a empresa ampliou ao longo dos anos iniciativas relacionadas às condições de trabalho na cadeia de fornecimento, sustentabilidade e impacto social. Em 2015, a companhia passou a orientar seus esforços por uma Plataforma Global de Sustentabilidade. Mais recentemente, a estratégia da C&A passou a combinar lojas físicas, e-commerce, aplicativo, redes sociais, WhatsApp e serviços como o C&A Pay e o programa C&A&VC.
“Espero ver uma C&A que continue tão relevante para os brasileiros quanto é hoje. Uma marca próxima das pessoas, capaz de acompanhar diferentes gerações e de fazer parte de momentos importantes de suas vidas. Ao longo desses 50 anos, construímos uma história baseada na democratização da moda, na escuta ativa da cliente e na capacidade de ajudar cada pessoa a expressar quem é por meio do que veste. Acredito que esses valores continuarão presentes, independentemente de como o mercado, os canais ou a tecnologia evoluam. Claro que a forma de nos relacionarmos com os consumidores será diferente. Novas tecnologias, dados e soluções continuarão transformando a experiência de compra e tornando a jornada cada vez mais personalizada. Mas o mais importante será manter a capacidade de entender as pessoas e evoluir junto com elas. No fim das contas, o que sustenta a longevidade de uma marca não é apenas sua capacidade de inovar, mas de continuar fazendo sentido para cada nova geração. É isso que espero para a C&A nos próximos 50 anos”, comenta Cecília Preto Alexandre, CMO da C&A.

Os encontros que construíram cinco décadas
É nesse contexto que a C&A chega aos 50 anos no Brasil em 2026. Em vez de concentrar a celebração apenas em sua trajetória empresarial, a companhia escolheu olhar para as pessoas e histórias que atravessaram esse percurso.
Na campanha de Primavera-Verão, que iniciou as comemorações deste ano, a a C&A reuniu Carol Trentini, Isabeli Fontana, Carol Ribeiro e Anabela Santos, que participaram de campanhas e projetos da marca, acompanhando transformações importantes tanto da indústria quanto do comportamento das consumidoras brasileiras.
Carol Ribeiro e Isabeli Fontana estiveram entre os principais rostos da C&A nos anos 2000 e início dos anos 2010 e, ao longo dos anos, integraram iniciativas marcantes da companhia, como a colaboração com o estilista Gustavo Silvestre para o Oscar e o projeto C&A & Stylists. Já Anabela Santos e Carol Trentini protagonizaram a campanha de Natal de 2023, representando diferentes gerações que passaram pela comunicação da marca.
Na recente campanha “Contos de Encontros”, a marca transforma a memória em uma narrativa documental. A ideia parte de uma premissa simples: roupas também registram momentos. Uma peça pode estar associada a uma entrevista importante, uma celebração, uma mudança profissional ou uma nova fase da vida. Ao recuperar essas histórias, a C&A procura mostrar como a moda se tornou parte da memória afetiva de diferentes gerações.
Sebastian Soul retorna justamente para revisitar uma das relações mais emblemáticas da trajetória publicitária da marca. Já a presença de Camila Queiroz na campanha leva essa relação para uma geração mais recente. A atriz acompanha a marca desde o início da carreira, quando participou da coleção BFF, ao lado de Agatha Moreira, e voltou a se relacionar com a C&A em diferentes momentos de sua trajetória, incluindo a maternidade.
Noite especial
Todos esses nomes se reuniram ontem (26) em uma celebração dos 50 anos com desfile especial no MASP, em São Paulo. Na passarela, a C&A apresentou sua nova Coleção Jeans e revelou sua primeira colaboração com o designer Gustavo Silvestre: uma cápsula desenvolvida a partir de peças arrecadadas pelo Movimento ReCiclo, com proposta 100% circular.
Com direção criativa de Bill Macintyre, styling de Antonio Frajado, beleza assinada por Rodrigo Costa e trilha de Max Blum, o desfile encerrou uma noite de celebração da história da C&A e de seu olhar para o futuro. Para fechar o evento, o grupo Os Garotin realizou uma apresentação especial para os convidados.


“A C&A sempre teve uma vocação muito forte para democratizar a moda e ajudar as pessoas a expressarem quem são. Esse propósito continua o mesmo. O que evolui são as formas de nos conectarmos com cada geração, seja por meio da comunicação, das experiências, da tecnologia ou dos produtos que oferecemos. Ao longo dos últimos anos, temos investido em iniciativas que aproximam a marca dos temas, plataformas e conversas que fazem parte da vida dos consumidores, sem perder a conexão com a nossa história. A nossa campanha de jeans, que abriu as celebrações dos 50 anos da marca, é um exemplo dessa estratégia. Levamos uma categoria que faz parte da trajetória da C&A para o Oscar, o tapete vermelho mais icônico, por meio de um look criado pelo estilista Gustavo Silvestre a partir da reutilização de peças da nossa coleção e usado por Carol Ribeiro. Foi uma forma de mostrar como um produto clássico pode ganhar novas leituras e continuar relevante para diferentes públicos. Esse é o tipo de movimento que buscamos fazer: honrar a nossa história enquanto seguimos criando novas formas de conexão com as pessoas. Queremos continuar presentes nas conversas, experiências e momentos que são importantes para diferentes gerações, mantendo a C&A atual sem perder a essência que construiu sua relevância ao longo dos últimos 50 anos”, conta Cecília.
Nova loja, novo marco
Hoje (27) a C&A inaugurou suaprimeira loja na Avenida Paulista. Com mais de 2.000 m², a unidade chega com o conceito Energia, reune experiência, inspiração, conveniência e integração entre os ambientes físico e digital. O projeto segue a linguagem arquitetônica desenvolvida pela Gensler, escritório britânico responsável pelo conceito original do Energia. O ambiente privilegia uma circulação mais fluida e uma apresentação de produtos que facilita a descoberta das coleções, com espaços organizados para diferentes universos da marca e uma comunicação visual pensada para tornar a jornada mais intuitiva.
A nova unidade, que tem fornecimento completo de energia de fontes renováveis, conta com diversos outros diferenciais alinhados às práticas de ASG, como cortinas de jeans mais sustentável, sacolas de tecido reutilizável em vez das tradicionais, de plástico, piso de borracha reciclada nas áreas esportivas e um espaço dedicado ao Movimento Reciclo, iniciativa de circularidade da companhia.

“Completar 50 anos no Brasil e inaugurar uma loja em um endereço tão representativo de São Paulo tem um significado especial para nós. A cidade foi a primeira que recebeu a C&A, em 1976, e, ao longo dessas cinco décadas, foi um dos principais palcos das nossas transformações. A nova loja traduz justamente esse movimento de evolução constante”, afirma Paulo Correa, CEO da C&A Brasil.



