O live marketing atravessa um momento de expansão e, sobretudo, de amadurecimento. Mais do que movimentar cifras crescentes, o setor vem ampliando seu espaço dentro das estratégias de comunicação das marcas, deixando para trás a ideia de que experiências se resumem a eventos pontuais e passando a atuar na construção de jornadas de relacionamento, conteúdo e conexão.
Os números ajudam a dimensionar essa transformação. De acordo com o Radar Econômico da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), o setor alcançou R$ 12,61 bilhões em consumo em janeiro de 2026, o maior valor mensal obtido desde o início da série histórica, em 2019. O resultado representa crescimento de 9,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o ‘Anuário Brasileiro de Brand Experience 2026’ aponta que o mercado global de live marketing movimentou US$ 22,2 bilhões em 2025, consolidando-se como uma das principais estratégias de comunicação e posicionamento de marca.
O avanço acontece em paralelo a uma mudança na maneira como as marcas disputam atenção. Em um ambiente marcado pela fragmentação da audiência, pelo excesso de estímulos e pela multiplicação de canais, simplesmente estar presente já não é suficiente. As empresas precisam criar motivos para que as pessoas participem, interajam e estabeleçam uma relação mais significativa com a marca.
É nesse ponto que o live ganha relevância. A experiência passa a ser pensada não como um momento isolado, mas como parte de uma jornada que pode começar antes de uma ativação, ganhar força durante a interação presencial e continuar depois dela, por meio de conteúdo, redes sociais, comunidades e outros pontos de contato. O evento deixa de ser necessariamente o fim da estratégia para se tornar um dos capítulos de uma narrativa maior. E na nova era dos dados e da IA, a experiência física ganha extensão digital, enquanto dados ajudam a entender comportamentos, personalizar interações, mensurar resultados e transformar momentos presenciais em ativos que continuam gerando valor para as marcas.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 07 de setembro.




