O live marketing vive um momento de transformação no Brasil. Antes associado principalmente à realização de eventos, ativações e promoções, o segmento passa a ocupar uma posição mais estratégica dentro das estratégias de comunicação das marcas. Para Juliana Pileggi Suplicy, CEO da AKM, a mudança acompanha uma demanda crescente dos anunciantes por experiências capazes de gerar conexão, conteúdo e resultados para além do momento presencial. E isso significa pensar a experiência dentro de uma jornada maior, conectando o presencial ao digital, conteúdo, influência, dados e outras disciplinas da comunicação.
“O evento deixa de ser um ponto isolado e passa a fazer parte de uma estratégia integrada, com objetivos definidos antes, durante e depois da experiência. Um exemplo é o ‘Get Ready With Maras’, criado pela AKM para a As Mara, projeto da Gerando Falcões. Partimos de uma tendência já presente nas redes sociais, o ‘Get Ready With Me’, para criar um movimento em torno de uma questão: antes de doar uma roupa, se perguntar ‘Eu usaria isso hoje?’. A ideia se espalhou entre criadores e influenciadores e chegou ao horário nobre da TV, no BBB25, quando Tadeu Schmidt doou roupas ao vivo. Nesse caso, o conteúdo não foi pensado como uma extensão da campanha, mas como parte da própria estratégia de mobilização”, lembra.
Experiência x conteúdo
Sobre os maiores desafios do segmento, a executiva explica que isso se dá em uma combinação de fatores, que envolve o fato do mercado estar mais criterioso na alocação dos investimentos enquanto as agências precisam lidar com pressão por eficiência, competitividade em preço, cumprimento de prazos, qualidade das entregas e mensuração de resultados, e também o fato do comportamento do consumidor estar mudando rapidamente, além da evolução das plataformas e tecnologias. “Outro desafio é a própria dinâmica do nosso segmento, que combina contratos recorrentes com projetos pontuais e processos competitivos. Isso exige uma operação mais ágil e preparada para diferentes modelos de negócio. O desafio é equilibrar eficiência e competitividade sem abrir mão da qualidade e da capacidade estratégica e criativa.”
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 07 de setembro.



