Com um desfile especial no Masp, uma campanha com grandes nomes da moda e a inauguração de uma nova loja conceito em São Paulo, a C&A, que ajudou a democratizar a moda e fez história na propaganda, comemora 50 anos no país ampliando sua estratégia para responder a uma jornada de compra cada vez mais digital, personalizada e conectada à cultura. A CMO Cecília Preto Alexandre detalha como dados, IA e ativações constroem novas formas de relacionamento com o público e fala sobre os desafios em manter uma marca de cinco décadas relevante para todas as gerações.
HISTÓRIA
A C&A acompanhou muitas transformações do varejo de moda e ajudou a impulsionar algumas delas. A marca trouxe o modelo de autosserviço para o país em 1976, formato que hoje define o setor. Lançou o primeiro cartão próprio do varejo brasileiro nos anos 1980, pois entendeu o impacto do crédito na vida das famílias. Também foi pioneira na estruturação de pesquisas internacionais de tendência de moda, na padronização de medidas e na criação do e-commerce nos anos 2010. O que mudou ao longo do tempo foram as formas que a marca se relaciona com a cliente. Hoje, a C&A entende que o encontro com o look é uma jornada que passa por inspiração, informação e confiança para que a cliente faça escolhas que reflitam sua personalidade e seu momento de vida. É por isso que investimos em iniciativas que sejam relevantes para esse fluxo com propostas de personalização impulsionadas pelo nosso CRM, app com experiência individualizada através da Home For You e uma solução simples e prática com o primeiro IA Personal Shopper do varejo de moda.
GERAÇÕES
Esse aniversário é uma oportunidade de celebrar essa trajetória e, ao mesmo tempo, reforçar os atributos que estamos construindo. A nossa campanha de primavera-verão é um exemplo disso. Reunimos Carol Trentini, Isabeli Fontana, Carol Ribeiro e Anabela Santos, nomes que marcaram diferentes momentos da moda brasileira e da história da C&A. A campanha celebra essa conexão entre passado, presente e futuro, reforçando a capacidade da marca de dialogar com diferentes gerações. A série documental ‘Contos de encontros’ também nasce justamente desse olhar para os 50 anos como uma oportunidade de revisitar a relação construída com a C&A. Reunimos personalidades como o Sebastian, a Camila Queiroz, o estilista Gustavo Silvestre e clientes para contar histórias reais que traduzem o papel afetivo que ocupamos no dia a dia dos brasileiros. Olhar para os 50 anos é reconhecer tudo o que construímos até aqui, mas também reforçar a nossa ambição de seguir relevantes para as próximas gerações.
CONSUMIDOR
A cliente de hoje é muito diferente da cliente de dez ou 20 anos atrás. Ela tem acesso a uma quantidade enorme de informação, acompanha tendências em tempo real, transita entre diferentes canais e faz escolhas cada vez mais conscientes. Ao mesmo tempo, continua buscando identificação, confiança e pertencimento. O que mudou foi a expectativa em relação às marcas. Hoje existe uma demanda maior por autenticidade, conveniência, personalização e propósito. Nossa estratégia parte justamente da escuta constante dessas mudanças. O conhecimento que construímos ao longo de 50 anos de relacionamento com as consumidoras em todo o Brasil nos permite entender movimentos culturais, comportamentais e de consumo e transformá-los em produto, comunicação e melhor experiência para a nossa consumidora.
TRADIÇÃO X FUTURO
Acreditamos que tradição e contemporaneidade não são conceitos opostos. O que mantém uma marca relevante ao longo do tempo é justamente a capacidade de preservar sua essência enquanto evolui junto com a sociedade, a cultura e o comportamento dos consumidores. A C&A sempre teve uma vocação muito forte para democratizar a moda e ajudar as pessoas a expressarem quem são. Esse propósito continua o mesmo. O que evolui são as formas de nos conectarmos com cada geração, seja por meio da comunicação, das experiências, da tecnologia ou dos produtos que oferecemos. Ao longo dos últimos anos, temos investido em iniciativas que aproximam a marca dos temas, plataformas e conversas que fazem parte da vida dos consumidores, sem perder a conexão com a nossa história.
CONEXÃO
A nossa campanha de jeans, que abriu as celebrações dos 50 anos da marca, é um exemplo dessa estratégia. Levamos uma categoria que faz parte da trajetória da C&A para o Oscar, o tapete vermelho mais icônico, por meio de um look criado pelo estilista Gustavo Silvestre a partir da reutilização de peças da nossa coleção e usado por Carol Ribeiro. Foi uma forma de mostrar como um produto clássico pode ganhar novas leituras e continuar relevante para diferentes públicos. Esse é o tipo de movimento que buscamos fazer: honrar a nossa história enquanto seguimos criando novas formas de conexão com as pessoas.
MUDANÇA
A forma de construir campanhas mudou porque a relação das pessoas com as marcas também mudou. Hoje, apresentar tendências ou produtos não é mais suficiente. Os consumidores estão mais informados, participam das conversas e esperam que as marcas tenham relevância e façam parte de contextos que realmente importam para eles. Por isso, na C&A, buscamos partir sempre do entendimento da cliente. Combinamos dados, pesquisas e observação de comportamento para entender o que ela está vivendo, quais são suas referências e como a moda pode fazer sentido no seu dia a dia. Esse olhar ajuda a conectar produto, comunicação e experiência de forma mais consistente. Um exemplo foi a coleção C&A & Editoras de Moda, lançada neste ano em parceria com três grandes editoras brasileiras. A iniciativa aproximou o público da visão e da expertise de profissionais que são referência no setor, transformando tendências e informação de moda em uma experiência mais acessível para as clientes por meio de imagens de moda e dicas de como construir looks que funcionam no dia a dia.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 07 de setembro.




