O inventário digital já representa 58% das faces publicitárias entre os associados da Central de Outdoor, segundo o Panorama Central de Outdoor 2026. A primeira edição do estudo também mostra que o digital responde por 56% do faturamento das empresas participantes.
Fabi Soriano, diretora-executiva da Central de Outdoor, destaca o caráter contínuo do levantamento. “O Panorama não nasce para ser um retrato único, e sim o primeiro capítulo de um acompanhamento contínuo”, afirma. Segundo ela, a repetição do estudo deve ajudar a indicar “para onde o OOH brasileiro está indo”.
O avanço, porém, ocorre em ritmos diferentes conforme o tipo de operação. Entre as exibidoras com predominância de grandes formatos, as telas digitais correspondem a 17% do inventário, mas concentram 36% da receita. Nesse grupo, o número de painéis digitais cresceu 31% em 2025 e deve avançar mais 18% em 2026.
Para sustentar essa expansão, 74% dos associados apontam dados de audiência como uma das tecnologias mais estratégicas para os próximos anos. Inteligência artificial aparece para 55% dos respondentes e compra programática, para 53%.
O levantamento reúne dados de exibidoras, agências especializadas e fornecedores associados à Central de Outdoor. Ao todo, os 195 associados movimentaram R$ 2,9 bilhões em 2025, empregam 6,7 mil pessoas e disponibilizam 147 mil faces publicitárias, com presença nos 27 estados.
A percepção de crescimento também aparece entre os respondentes: 78% avaliam que o mercado de OOH está em expansão, enquanto 47% projetam crescimento superior a 10% para o meio nos próximos três anos. Entre os associados, 47% registraram alta acima de 15% entre 2024 e 2025, e 44% esperam repetir esse patamar em 2026.
O Panorama foi elaborado pela consultoria Objet Trouvé, sob coordenação de Melissa Vogel, com dados coletados entre fevereiro e maio deste ano. A Central pretende repetir o levantamento nas próximas edições para formar uma série histórica sobre a evolução do setor.
Halisson Pontarola, presidente da Central de Outdoor, afirma que o Panorama busca transformar a maturidade da entidade em inteligência para o setor. “Queremos que o Panorama seja uma referência para quem decide investir, planejar ou regular o OOH no Brasil”, diz.




