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Instituições financeiras integram benefícios para simplificar consumo

Empresas evitam uma análise de competição entre os diferentes meios de pagamento e destacam a conveniência para cada momento
Pagamento por aproximação ganha espaço na rotina dos consumidores e reforça a busca por transações mais rápidas, seguras e integradas à experiência de compra | Imagem: Unsplash

Houve um tempo em que o cartão era definido apenas como a ferramenta para viabilizar uma compra sem o uso de dinheiro físico e, no caso do crédito, permitir que o pagamento fosse feito posteriormente ou dividido em parcelas. Porém, conforme a digitalização dos meios de pagamento evolui, seu papel vem se ampliando cada vez mais.

Para Ricardo de Barros Vieira, vice-presidente executivo da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), os investimentos do setor em tecnologia, segurança e experiência do usuário contribuíram para transformar o que antes era ‘só’ um instrumento no que conhecemos hoje como uma infraestrutura integrada a diferentes momentos de consumo.

“Mais do que uma mudança tecnológica, estamos falando de uma mudança de experiência. O consumidor passou a esperar que o pagamento seja cada vez mais rápido, seguro e integrado à sua rotina. E a indústria de pagamentos vem acompanhando essa evolução”, resume o executivo.

O avanço do pagamento por aproximação ajuda a exemplificar. Dados da entidade mostram que no primeiro semestre de 2026, os pagamentos realizados dessa forma movimentaram R$ 1 trilhão, crescimento de 18,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo a Abecs. A modalidade já representa 76,2% das transações presenciais com cartão. Em 2021, cinco anos antes, essa participação era de 13,7%, isso em um cenário em que outras alternativas ganham força.

No segundo semestre de 2025, o Pix respondeu por 54,7% das transações de pagamento, segundo o Banco Central. No mesmo período, porém, as operações com cartão de crédito cresceram 9,4%. Para Vieira, mais do que uma substituição entre modalidades, os números indicam uma convivência em que diferentes meios passam a ser escolhidos de acordo com a situação e a necessidade de cada compra.

Ainda de acordo com a Abecs, os cartões representaram 34,7% do PIB brasileiro no segundo trimestre de 2026. No primeiro semestre do ano, 43% do valor movimentado no cartão de crédito ocorreu por meio do parcelamento sem juros, o equivalente a R$ 798,6 bilhões. Desse volume parcelado, 43,8% das operações foram divididas em até quatro vezes e 19,4%, entre cinco e seis parcelas.

Para Vieira, o crédito permite distribuir o desembolso ao longo do tempo e, por isso, também funciona como uma ferramenta de organização do consumo. Realizado em parceria com o Datafolha, um levantamento da associação aponta ainda que 85% dos consumidores afirmam pagar integralmente a fatura no vencimento.
Ao mesmo tempo, a próxima transformação tende a acontecer justamente naquilo que, na avaliação do executivo, o consumidor percebe cada vez menos: o ato de pagar. A redução de fricção aparece como uma das direções do setor à medida que aproximação, carteiras digitais e novas formas de aceitação avançam. No tap on phone, tecnologia que permite transformar smartphones e tablets em terminais de pagamento, foram movimentados R$ 53,6 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 79,1% em um ano.

Vieira acredita que a inteligência artificial entra na jogada pois, futuramente, os agentes poderão participar de etapas como pesquisa, comparação e até realização de compras mediante autorização do consumidor. Com isso, o pagamento se consolida cada vez mais como a própria experiência de conveniência ao consumidor.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 05 de outubro.

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