“Se eu fosse abrir um novo negócio, abriria esse, o meu. São 25 anos de repertório e tendo ajudado o mercado a mudar a percepção sobre o brand experience. A indústria hoje entende o brand experience como uma parte da estratégia e não como parte da execução”.
A análise de Marcelo Lenhard, fundador e CEO da Hands, reflete a história de 25 anos da agência de brand experience, que acaba de se mudar para um espaço de quase 400 metros², que busca traduzir o próprio conceito da agência, ‘Emotion driven’. A festa de inauguração foi no último dia 1.
“Se eu sou ‘emotion driven’ da porta para fora, eu tenho de ser da porta para dentro. Então, não é uma agência, é um lugar de experiência. O que a gente tem aqui é um local que o meu cliente vem e ele quase que subliminarmente entende o que eu vou entregar para ele, os projetos que eu vou desenvolver”, define Lenhard.
Segundo o publicitário, o investimento no edifício (primeira locação) que tem uma arquitetura urbana, localizado em Moema, bairro da zona sul de São Paulo, foi de mais de R$ 2 milhões. “Depois da pandemia, a gente ficou cinco anos num prédio. Era um lugar incrível, 25º andar, cobertura, mas não era autoral, não era a Hands. Aqui, a gente construiu centímetro por centímetro como imaginava que deveria ser. Esse espaço reflete o que pensamos. A experiência é a cada centímetro quadrado desse espaço”.
A nova sede da Hands tem uma fachada de 30 metros², concebida como uma sequência de nichos urbanos abertos para a calçada. O espaço elimina barreiras físicas tradicionais de escritórios corporativos, com uma arquitetura voltada a aproximar o interior do edifício do fluxo da rua.
A ideia é materializar o conceito ‘Emotion driven’, que propõe conectar marcas e pessoas por meio de experiências que extrapolam o ambiente fechado e abarcam o cotidiano da cidade. A Hands é conhecida por criar projetos e ativações de marcas que literalmente ocupam espaços urbanos e prédios históricos, como fez com a ação ‘Ray-Ban Ocupa’, realizada no icônico Teatro Oficina, na região central de São Paulo. A ativação misturou artes visuais e um festival de música, que contou com Gloria Groove.
“A mesma energia que eu tinha, de 25 anos atrás, é a mesma agora. E eu quero agora mergulhar mais ainda e usufruir daquilo que eu ajudei a construir com o mercado. Tem uma nova frase no nosso manifesto, que é: ‘Tem mensagem que passa e tem experiência que fica’. A experiência cria um nível de profundidade de percepção de mensagem que as outras disciplinas (da comunicação) não conseguem fazer”.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 05 de outubro.




