A Um.a Diversidade Criativa estruturou uma área dedicada à gestão de concorrências para centralizar os processos e apoiar a avaliação de novas oportunidades. A operação utiliza uma base de dados dos últimos seis anos, com informações sobre projetos, custos, fornecedores e soluções desenvolvidas pela agência.
Cerca de 90% das demandas recebidas pela um.a passam por algum tipo de concorrência. A equipe acompanha os processos desde a análise do briefing até a apresentação e defesa da proposta e também avalia se a agência deve participar de cada disputa.
Entre os critérios considerados estão orçamento disponível, prazo de desenvolvimento, histórico do cliente, complexidade do projeto e número de participantes. A agência adota como referência concorrências com até quatro agências, incluindo a própria um.a.
“Participar de uma concorrência exige investimento em pesquisa, planejamento, criação e orçamento. Por isso, a primeira decisão é entender se há condições reais de construir uma proposta competitiva e executar o projeto dentro do investimento previsto”, afirma Renato Politte, diretor de Estratégia da um.a.
Com a centralização, as equipes de atendimento mantêm o relacionamento com os clientes, enquanto o núcleo de concorrências concentra as oportunidades em análise. A gestão da área é de Henrique Fujita, gerente de Concorrências, com apoio de três coordenadores e estagiários. Profissionais de planejamento, criação, tecnologia e outras especialidades são envolvidos de acordo com as demandas de cada projeto.
A área utiliza a umana, sistema próprio de elaboração e gestão de projetos da agência, para consultar informações sobre escopos, custos, fornecedores e soluções já utilizadas. A base serve para estimativas iniciais e para avaliar a compatibilidade entre as demandas apresentadas no briefing e o investimento disponível.
“Orçar um projeto com alto grau de criatividade dentro do melhor orçamento possível exige comparar alternativas, antecipar custos e entender o impacto de cada escolha. A base de dados torna essa análise mais rápida e fundamentada”, afirma Politte.
Segundo a agência, os dados de diferentes projetos ficam acessíveis à equipe responsável pelas concorrências, permitindo identificar soluções, antecipar restrições e formular perguntas mais específicas aos clientes. Os valores e condições, no entanto, precisam ser atualizados a cada novo projeto.
A análise também passou a incluir conversas para esclarecer objetivos e resultados esperados, diante da variação no nível de detalhamento dos briefings recebidos pela agência.
Para Politte, a ampliação das concorrências exige uma seleção das oportunidades. “O desafio não é responder ao maior número possível de briefings. É concentrar tempo e conhecimento nas oportunidades em que podemos oferecer uma solução consistente para o negócio do cliente.”


