A Dentsu Creative lançou o relatório global ‘Making it Real’, levantamento realizado com 1.950 tomadores de decisão de marketing em 14 mercados que aponta uma mudança de postura em relação à inteligência artificial. O estudo revela que, embora a tecnologia traga agilidade, os executivos buscam resultados práticos de crescimento e diferenciação de marca.
Segundo o levantamento, 71% dos diretores de marketing (CMOs) afirmam que a inteligência artificial acelera o tempo de lançamento de produtos no mercado, mas 70% declaram ainda não ter observado reduções significativas de custos operacionais.
O relatório indica ruídos na aplicação atual das ferramentas: 74% dos entrevistados avaliam substituir parte do conjunto de tecnologias adotadas e 62% apontam que a criatividade gerada por inteligência artificial não consegue replicar com precisão o tom de voz e a identidade visual de suas marcas.
Além disso, 78% concordam que a otimização excessiva para algoritmos gera padronização no mercado. No recorte do Brasil, a importância do fator humano ganha destaque: 86% dos executivos no país afirmam que ouvir consumidores reais é mais relevante do que nunca, enquanto 85% exigem que a inovação seja direcionada aos problemas prioritários de negócios.
A pesquisa aponta também tendências de investimentos para os próximos ciclos, com 82% dos gestores planejando ampliar aportes em experiências físicas, eventos e embalagens no mundo real, e 81% direcionando estratégias para criadores de menor porte e influenciadores digitais focados em nichos específicos.
“A inteligência artificial amplia a capacidade de produzir, analisar e responder com velocidade, mas os dados mostram que, no Brasil, existe uma valorização ainda maior daquilo que conecta as marcas às pessoas e aos desafios concretos do negócio”, avalia Bruno Honorio, diretor de dados e inteligência de consumidor da Dentsu Brasil.



