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C2R Maely SP quer transformar o ônibus em uma plataforma de comunicação

Ricardo Cabianca, cofundador e diretor de marketing, analisa os desafios de mensuração e integração entre meios, as oportunidades de mídia e apresenta a ambição de expansão da operação em São Paulo
Ricardo Cabianca é cofundador e diretor de marketing da C2R Maely SP | Imagem: Divulgação

A mídia out of home em ônibus ganha espaço nas estratégias de comunicação ao combinar escala, recorrência e presença territorial com recursos digitais e inteligência de dados, se consolidando como uma plataforma que conecta marcas a diferentes momentos da jornada do consumidor. Ricardo Cabianca, cofundador e diretor de marketing da C2R Maely SP, analisa os desafios de mensuração e integração entre meios, as oportunidades de mídia e apresenta a ambição de expansão da operação em São Paulo, que prevê superar mil ônibus e alcançar mais de 1 milhão de pessoas por dia até 2027.

OPERAÇÃO
Hoje, a C2R Maely está estruturada como uma operação especializada em mídia OOH dentro do ecossistema de mobilidade urbana, especialmente em ônibus. Temos soluções estáticas e digitais, além de projetos especiais e iniciativas de conteúdo embarcado. Atualmente, nossa rede está presente em mais de 700 ônibus, com mais de 2 mil faces, e temos um plano consistente de expansão. Nossa atuação reúne as áreas comercial, operações, tecnologia, conteúdo e planejamento, atendendo agências e clientes diretos.

MAIOR DEMANDA
Temos uma presença bastante diversificada entre segmentos e clientes de grande expressão em setores como bancos, telecomunicações, alimentação, entretenimento, beleza e energia, além de governos. Percebemos uma aderência especial em áreas como educação, onde já trabalhamos com marcas como Uninove, São Judas, Cruzeiro do Sul, Uniasselvi e Unisa; e Saúde, com empresas MedSênior, Campana e Doutor Consulta. Educação é particularmente relevante porque o transporte coletivo conversa diretamente com estudantes, trabalhadores e pessoas em busca de formação e qualificação. Em Saúde, além da escala, existe a possibilidade de trabalhar informação, prevenção e conteúdo de utilidade pública, ampliando o papel da mídia dentro da jornada. Mas, de fato, a mídia em ônibus é importante para marcas de praticamente todas as áreas da economia.

MOBILIDADE
O ônibus reúne atributos muito valiosos para a publicidade: escala, recorrência, presença territorial e tempo de exposição. Ele está inserido na rotina das pessoas, percorre diferentes regiões da cidade e acompanha diariamente jornadas de trabalho, estudo, consumo e lazer. Nossa aposta parte justamente dessa compreensão: o ônibus não é apenas um meio de transporte, mas um ambiente de comunicação. O passageiro permanece nesse espaço durante uma parte relevante do seu deslocamento, criando uma relação de proximidade e frequência que poucos ambientes conseguem oferecer. Há ainda uma característica que consideramos muito relevante: o ônibus transita fisicamente entre os diferentes pontos de contato da mídia na cidade.

ELO
Durante uma mesma jornada, o ônibus circula por ruas e avenidas com OOH, passa próximo a centros comerciais, pontos de venda, universidades e outros ambientes de consumo e serviços, enquanto o passageiro também se relaciona com o digital pelo celular. Nesse sentido, a mobilidade pode funcionar como um elo entre diferentes meios e momentos da comunicação, ajudando a conectar a jornada física e digital do público. Quando combinamos essa característica com formatos estáticos, telas digitais, conteúdo e inteligência de dados, deixamos de olhar apenas para passageiros e trajetos e passamos a compreender audiências, jornadas, territórios e contextos. É essa capacidade de acompanhar e conectar diferentes momentos da vida urbana que transforma o ônibus em uma plataforma de comunicação baseada em mobilidade.

ANUNCIANTE X PASSAGEIRO
Esse equilíbrio é fundamental. Não acreditamos que impacto seja sinônimo de excesso de comunicação. Trabalhamos para que publicidade, conteúdo e informação convivam de maneira equilibrada dentro do ambiente. No digital, por exemplo, podemos incorporar notícias e conteúdos sobre saúde, educação, esporte e utilidade pública à programação – que podem ser patrocinados por empresas que querem desenvolver outros objetivos com sua marca. A ideia é que a tela também tenha relevância para o passageiro. Quanto melhor for a experiência e mais pertinente o conteúdo, mais qualificado tende a ser também o ambiente para os anunciantes.

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 26 de outubro.

Bruna Magatti
Bruna Magatti
Editora-assistente do propmark
brunam@propmark.com.br

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