Os números do setor ajudam a dimensionar o potencial desse tipo de iniciativa. Estudo da FGV encomendado pelo Ministério da Cultura aponta que, em 2024, cada R$ 1 investido por meio da Lei Rouanet gerou R$ 7,59 de retorno para a economia. No período, os projetos movimentaram R$ 25,7 bilhões e contribuíram para a manutenção de mais de 228 mil postos de trabalho.
Criada em 2010 e realizada por meio da Lei Rouanet, a mostra chegou à 15ª edição, com diferentes curadorias, reunindo mais de 100 artistas brasileiros e estrangeiros e alcançando mais de 8 milhões de pessoas.
Ao longo de sua trajetória, ocupou espaços como o Largo da Batata, o Parque Ibirapuera, o Parque Augusta e o Parque da Luz. A edição deste ano, ‘A Cidade das Crianças’, com curadoria de Bernardo Mosqueira, foi a primeira a colocar a infância como eixo central.
Para a produtora Elo3, idealizadora e realizadora da mostra, o encerramento representa o fim de um ciclo, mas não do projeto. Com 21 anos de atuação no mercado cultural, a empresa já apresenta a iniciativa a potenciais patrocinadores em busca de uma nova marca parceira.
O argumento comercial está no histórico da mostra, no público conquistado, na credibilidade junto ao meio artístico e em uma estrutura de realização consolidada — um projeto cultural com trajetória reconhecida e aberto a uma nova identidade de marca.
‘A Mostra 3M de Arte é reconhecida por sua experimentação artística, promovendo acesso gratuito à arte contemporânea em espaços públicos e de grande circulação’, resume Marcela Ribeiro, diretora da Elo3.

Segundo a produtora, o projeto está ‘pronto para ganhar novos capítulos’ sob uma nova identidade de marca.
‘Agradecemos muito à 3M do Brasil por acreditar nesse projeto e apoiar ao longo de todos esses anos. Tudo o que fizemos só foi possível graças à nossa parceria até aqui’, conclui.



