Em entrevista, o executivo detalha a estratégia de crescimento, o papel do M&A e a ambição de consolidar um modelo híbrido entre consultoria, tecnologia e comunicação
O Brivia Group, que se tornou grupo há cinco anos, vem trabalhando seu posicionamento como martech ao estruturar um modelo que integra dados, tecnologia, criatividade e performance nas soluções que oferece. Com seis operações no Brasil e presença internacional em Lisboa, o grupo reúne marcas como Peppery, Pravy e Heads. A incorporação da Pravy, neste ano, amplia a frente de customer experience e o uso de inteligência artificial em jornadas digitais, enquanto movimentos recentes, como a conquista da conta da Azul Linhas Aéreas pela Peppery, indicam avanço em grandes anunciantes. Na entrevista a seguir, o CEO Marcio Coelho detalha a estratégia de crescimento, o papel do M&A e a ambição de consolidar um modelo híbrido entre consultoria, tecnologia e comunicação.
O mercado tem visto uma aproximação entre agências, consultorias e empresas de tecnologia. Onde a Brivia se posiciona hoje nesse cenário?
Nós nos posicionamos exatamente na interseção desses três mundos. Não acreditamos mais em fronteiras rígidas entre agência, consultoria e tecnologia. O cliente precisa de parceiros que entendam de negócio, dominem dados e saibam transformar isso em experiências relevantes. A Brivia nasceu da tecnologia e do customer experience, mas evoluiu incorporando capacidade consultiva e de comunicação. Hoje, somos uma empresa que desenha estratégia, constrói soluções, executa com base em dados e amplifica experiências por meio de comunicação, tudo de forma integrada.
A Brivia vem reforçando seu posicionamento como martech. O que, na prática, muda no modelo de negócio do grupo nessa nova fase?
Quando ampliamos nosso posicionamento como uma empresa de martech services, deixamos de atuar apenas na execução de comunicação para assumir um papel mais estratégico, conectado à geração de valor para o negócio dos clientes. Isso significa integrar dados, tecnologia, criatividade e performance em uma mesma entrega. Nosso modelo passa a ser mais orientado a plataformas, produtos e soluções escaláveis, com recorrência e mensuração clara de resultados. É uma evolução que exige atualização de conhecimento e novas competências, mas que também amplia significativamente o impacto que conseguimos gerar.
A Brivia vem crescendo por meio de aquisições e já reúne diferentes operações no portfólio. Qual é a lógica por trás dessa estratégia de M&A?
Nossa estratégia de M&A sempre foi orientada pela necessidade de complementaridade. Buscamos empresas com competências que aceleram nossa visão de martech services, seja em tecnologia, comunicação, dados, performance ou experiência. Não se trata apenas de crescer em escala, mas de ampliar nossa capacidade de entrega de forma consistente. Cada aquisição precisa fortalecer o ecossistema do grupo e gerar sinergia real, tanto do ponto de vista de oferta quanto de cultura.

A compra da Pravy reforça a frente de customer experience. Que tipo de entrega passa a ser possível a partir dessa integração?
A integração nos permite crescer, de forma ainda mais significativa, em jornadas de experiência mais sofisticadas e orientadas por dados e inteligência artificial. Passamos a ter uma capacidade ainda maior de mapear, desenhar e otimizar toda a jornada do cliente, conectando pontos de contato e personalizando interações em escala. Isso se traduz em experiências mais relevantes, aumento de conversão e construção de relacionamento de longo prazo com os consumidores.
Leia a íntegra da entrevista na edição impressa do dia 27 de abril.