CSO da WMcCann fala sobre autoconhecimento, interseccionalidade e decisões estratégicas em meio às incertezas do mercado

Nem toda virada de carreira nasce de uma promoção. Algumas começam com dúvida. Na trajetória de Agatha Kim, chief strategy officer da WMcCann, os momentos mais decisivos vieram de inquietações pessoais que a levaram a buscar mentoria, aprofundar o autoconhecimento e redefinir o que significava, de fato, liderar.
Os principais pontos de inflexão da carreira de Agatha Kim surgiram em momentos de incerteza. Perto dos 30 anos, mesmo tendo alcançado metas como cargo e salário, percebeu que ainda não compreendia plenamente o propósito dessas conquistas.
Buscar mentoria foi o primeiro movimento estruturante. “Ele me deu clareza sobre quais eram as minhas prioridades no trabalho e na vida pessoal”. A partir daí, o autoconhecimento deixou de ser um tema abstrato e passou a orientar decisões concretas.
Aos 33 anos, surgiu a oportunidade de assumir uma posição de liderança em meio a um período intenso de transformação pessoal. “Eu era uma diretora que nem sempre se sentia segura como líder”. Segundo ela, sem a jornada interna que vinha construindo, não teria desenvolvido as ferramentas necessárias para exercer o papel com confiança.
O desenvolvimento de competências, afirma, é permanente. “O tempo todo”. Em um ambiente marcado por diferentes gerações e expectativas, adaptar linguagem, gestão e articulação com stakeholders tornou-se parte central da função estratégica.
Para Agatha, ocupar poder não significa necessariamente exercer influência. “Dependendo da cultura da empresa, as características necessárias para chegar ao poder podem entrar em choque com as necessárias para ter influência”. Autoridade formal não garante legitimidade.

Imagem do Topo: Divulgação
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