A agência FourHands começou a montar a estrutura de inteligência artificial generativa FH Studio em janeiro de 2026. As primeiras ações estrearam dois meses depois. Já foram criados projetos para Dia Supermercados, a empresa de autopostos rodoviários Rede Graal e a escola de idiomas Wizard. Novas iniciativas para Graal e Wizard estão em curso. Oportunidades são avaliadas para outros clientes e novos negócios. A FourHands atende também Serasa Experian e Serasa Consumidor, Casio, Unisa e Rommanel, entre outros.
De processos, testes de ferramentas e provas de conceito, o núcleo evoluiu com os aprendizados, refinou fluxos de trabalho e aprimorou a geração de valor. Percebeu que poderia ir além do uso pontual de recursos e transformou a IA em uma nova capacidade de produção, combinando criatividade, tecnologia e dados. “O nosso objetivo não é aplicar inteligência artificial indiscriminadamente, mas identificar quando ela pode ampliar a qualidade da entrega, tornar uma ideia viável ou criar uma nova possibilidade de comunicação”, esclarece Ayron Rotta, diretor de criação da FourHands.
O executivo comanda o núcleo, mas está formando uma liderança interna para conduzir a operação de forma mais autônoma. Hoje, a equipe técnica reúne profissionais de motion design, design especializado em inteligência artificial generativa e engenharia de prompts e fluxos generativos, que trabalham de forma integrada com a criação, conteúdo, planejamento, mídia, dados e tecnologia, dependendo do projeto.
Custos, orçamentos e prazos podem ser reduzidos, embora não exista um percentual único porque a diminuição depende do tipo de projeto, nível de complexidade, quantidade de versões e fases em que a inteligência artificial é aplicada. A estimativa é de uma economia entre 20% e 30% no custo total em projetos com maior aderência à produção generativa. O ganho de prazo pode chegar a 50% nas fases de provas de conceito, pré-visualização, criação de imagens, construção de ambientes e personagens, variações e desdobramentos.
“Esses números não representam uma redução automática para todo tipo de projeto. Em produções mais complexas, o investimento pode se aproximar do modelo tradicional devido à necessidade de profissionais especializados, sucessivas rodadas de refinamento, tratamento, edição e finalização”, observa.
Nesses casos, o benefício pode estar no desenvolvimento de uma ideia que seria inviável na estrutura originalmente disponível. “Quando necessário, recomendamos um modelo híbrido, combinando inteligência artificial, captação, produção tradicional e pós-produção”, aponta Rotta.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 05 de outubro.


