A Oliver reestrutura sua área de conteúdo no Brasil para adaptar a operação às mudanças provocadas pela inteligência artificial no mercado publicitário. A nova estrutura, que passa a reunir 93 profissionais dedicados no país, combina revisão de processos e novas contratações com o objetivo de reduzir a dependência de volume e ampliar o peso de repertório, curadoria e capacidade de decisão na produção de conteúdo.
A mudança acompanha o direcionamento AI-first do Brandtech Group e concentra profissionais de criação, estratégia, conteúdo e inteligência com experiência em agências, consultorias e marcas como Wieden+Kennedy, VML, Coca-Cola, Ford, Mutato, Havas, Artplan, Droga5 e Ampfy. O grupo também reúne profissionais com reconhecimento em premiações como Cannes Lions, TikTok Ad Awards e Aberje.
Entre os novos nomes que passam a integrar a estrutura estão Mariana Cavalcanti e Bianca Santos, como supervisoras de planejamento e insights, além de Enio Graeff, Jader Gomes, Luiza Fochesato, Debora Pinheiro e Larissa Ferian, que assumem posições de heads de conteúdo. A reestruturação é conduzida por Marcello Rullo, diretor executivo de criação e conteúdo da Oliver desde janeiro. Nos primeiros seis meses à frente da área, o executivo redesenhou a operação responsável pelo atendimento a marcas como GWM, Unilever, Danone, Opella e Samsung.
“Com a IA ganhando espaço na execução, o valor do conteúdo aumenta significativamente. Ele sai do volume e vai para a capacidade de orientar melhor o marketing. A área foi redesenhada para funcionar menos como uma fábrica de peças e mais como uma estrutura que ajuda a marca a ler sinais, priorizar movimentos e agir com mais velocidade e precisão”, afirma Rullo.
A proposta é aproximar a área de conteúdo da rotina das equipes de marketing e ampliar seu papel para além da produção de peças. Para isso, a nova estrutura integra criação, estratégia, social listening, inteligência cultural, mapeamento de creators e produção em uma operação mais conectada. Nesse modelo, o conteúdo passa a atuar também como uma frente de leitura de contexto, identificação e filtragem de oportunidades e suporte à tomada de decisão.



