A Omnicom Media começou a operar, neste mês, no Brasil, sua solução de Generative Engine Optimization (GEO), voltada a ampliar a presença orgânica de marcas nas respostas e recomendações de plataformas de inteligência artificial generativa. Bayer e Kimberly-Clark estão entre as primeiras companhias a utilizar o serviço no país, desenvolvido com tecnologia e metodologia da Flywheel, empresa do grupo Omnicom especializada em digital commerce.
Já disponível em outros mercados da América Latina, nos Estados Unidos e na Europa, a solução chega ao Brasil em um momento no qual ferramentas como ChatGPT e Gemini passam a ocupar parte da jornada de descoberta de produtos e serviços.
“As marcas de consumo têm demonstrado grande interesse em garantir presença nos modelos conversacionais, muitas, inclusive, nos procuraram proativamente para que pudéssemos apoiá-las nesse tema. A categoria de beleza e cuidados pessoais apresenta uma demanda expressiva nos LLMs”, afirma Alexis Babin, diretor de retail operations da Flywheel.
Na prática, o GEO busca aumentar as chances de uma marca ou produto ser mencionado nas respostas geradas pelas plataformas. O trabalho considera os sinais utilizados pelos modelos para interpretar a relevância e a credibilidade das informações disponíveis na internet, em uma lógica que amplia o escopo da otimização tradicional para mecanismos de busca.
“Para estar bem-posicionada em GEO, a marca precisa fornecer à inteligência artificial informações suficientes e confiáveis para que ela entenda e recomende o produto ou a empresa. Na metodologia da Flywheel, isso envolve disponibilidade, credibilidade, conteúdo das páginas de produtos e reviews dos consumidores, ou seja, combinar sinais do digital shelf com fontes externas de autoridade, como artigos e blogs. Quanto mais claros, relevantes, consistentes e confiáveis forem esses sinais, maiores as chances de a marca aparecer nas recomendações das IAs”, explica Babin.
Como o posicionamento funciona
O serviço combina o GEO com ferramentas de digital shelf e distribuição de conteúdo da Flywheel e com a estrutura de mídia da Omnicom Media. Uma das tecnologias utilizadas é a Intellibrand, que monitora varejistas para identificar onde os produtos estão disponíveis.
“Por meio da Intellibrand, monitoramos milhares de varejistas para entender onde os produtos estão disponíveis, como são apresentados e quais percepções aparecem nas avaliações dos consumidores, sinais que influenciam diretamente a forma como modelos de IA recomendam marcas e produtos”, afirma Babin.
A atuação também alcança conteúdos proprietários das marcas, como sites, blogs e páginas institucionais, além de descrições de produtos e outras informações disponíveis nos varejistas digitais.
Em um projeto realizado fora do Brasil para uma marca de beleza não identificada, a Flywheel afirma ter registrado aumento de 80% nos cliques e no tráfego do site após a otimização das descrições de produtos para a intenção dos consumidores e os modelos de recomendação de IA. A companhia também reportou crescimento de 56% no portfólio, sem detalhar a métrica utilizada para o indicador.
“Quem não constrói presença agora nos LLMs corre o risco real de simplesmente não existir nas respostas geradas pela IA, ficando fora do momento mais decisivo de influência sobre o consumidor”, afirma Babin.




