Head de produção da BETC Havas defende influência construída no dia a dia, escuta ativa e integração entre as áreas de criação e produção desde a origem
Na produção audiovisual, onde prazos apertados e pressão por eficiência são rotina, liderança costuma ser confundida com controle. Ana Casagrande, head de produção da BETC Havas, segue por outro caminho: influência como prática diária, decisões sustentadas por diálogo e um modelo de gestão que combina firmeza e humanidade.
Formada em jornalismo, Ana Casagrande iniciou a carreira em 2005 e construiu trajetórias longas nas agências por onde passou. Ela reconhece o papel de lideranças que a impulsionaram para espaços maiores — muitas vezes antes de se sentir pronta —, mas identifica também um ponto de virada interno.
Em determinado momento, percebeu que precisava decidir “se seria apenas responsável pelas tarefas ou também pelos rumos”. A partir dali, deixou de apenas executar e passou a ocupar o espaço “com mais intenção”.
O amadurecimento, nas suas palavras, não veio de reconhecimento superficial.
“Evolução não vem de elogios de corredor. Ela nasce das conversas difíceis, dos feedbacks, das falhas, das conquistas”. A soma dessas experiências foi ampliando repertório e orientando decisões cotidianas.
Em alguns momentos, precisou recalcular a rota. O nascimento da filha, Betina, foi um deles. Ao definir o objetivo de se tornar diretora de produção, buscou desenvolver competências específicas: comunicação assertiva, inteligência emocional e gestão de pessoas.
“Aprendi a sintetizar problemas, sustentar posicionamentos e assumir responsabilidade pelos rumos, não apenas pelas entregas.”
Para ela, liderar exige clareza e firmeza, inclusive sob pressão. E, sobretudo, exige lidar com pessoas: expectativas, ansiedades, desenvolvimento de talentos e coesão de time.
Imagem do Topo: Divulgação
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