Brindes e produtos gratuitos ainda são as ativações que mais chamam a atenção do público nos festivais de música. Citados por 36% dos entrevistados pelo Music Festival BrandEvaluator, estudo da Kantar Brasil, eles aparecem à frente de benefícios exclusivos, com 33%, experiências memoráveis, com 32%, e ações de tecnologia e inovação, com 30%.
Para Renata Guaraná, diretora-geral de parcerias da Rock World, as empresas passaram a ocupar um espaço cada vez maior na construção do festival, embora essa relação acompanhe o evento desde sua origem.
“As marcas nunca fizeram tanto parte dessa experiência. É uma coisa em que a gente acredita de verdade desde 1985, já que o festival foi criado a partir do briefing de uma marca”, afirma.
Na avaliação da executiva, os eventos presenciais se tornaram ainda mais importantes em uma rotina marcada pela comunicação por dispositivos digitais. Nesse cenário, o encontro ao vivo oferece às marcas uma oportunidade de estabelecer relações mais próximas com o consumidor.
“Hoje, em uma era em que as pessoas estão cada vez mais se falando por telas e vendo o mundo através delas, momentos como as experiências ao vivo são cada vez mais importantes e fundamentais para a construção de uma conexão verdadeira”, diz Renata.

Com dezenas de marcas dividindo o espaço e a atenção dos visitantes, porém, comprar uma cota de patrocínio é apenas o ponto de partida. Para Renata, o anunciante precisa definir o que pretende oferecer ao público e como a proposta se encaixa na dinâmica do evento.
“O mais importante é pensar na experiência que a marca quer proporcionar inserida dentro do contexto do festival. Acho que não há lugar no mundo onde o conceito do win-win seja tão verdadeiro quanto dentro de uma experiência ao vivo, em um festival de música. O que é bom para a marca é bom para o festival, e o que é bom para o festival é bom para a marca”, explica.
Essa adequação também precisa considerar o perfil de quem frequenta cada dia do Rock in Rio, afinal o line-up atravessa gêneros musicais, gerações e diferentes grupos de público. Por isso, Renata avalia que as ativações precisam acompanhar essas mudanças.
“Quando a marca entende que essa engrenagem é verdadeira, constrói a experiência de acordo com aquele dia. A gente tem um line-up absolutamente diverso, mainstream e que fala com a família inteira. Quando a marca lança mão disso, pensando na sua ativação e no público que estará dentro da Cidade do Rock naquela data, ela entende e tira o melhor proveito do festival.”
De acordo com a pesquisa, momentos divertidos e memoráveis lideram, mencionados por 46% dos participantes. Benefícios úteis aparecem em seguida, com 40%, enquanto experiências exclusivas alcançam 39%.
Facilitar a jornada durante o evento é valorizado por 26% dos entrevistados. Outros 22% destacam iniciativas de inovação e tecnologia, enquanto 20% citam ações que aproximam os fãs de seus artistas preferidos.
No Rock in Rio 2026, aproximadamente 1 milhão de brindes serão distribuídos durante os sete dias de programação.
O Itaú mantém a cota master, enquanto Heineken, Coca-Cola, Seara, Ipiranga, KitKat, Prudential, TIM, Natura, Doritos, Superbet, iFood, C&A e Volkswagen completam a relação de 14 patrocinadores. O Google Gemini ocupa uma categoria adicional como patrocinador de inteligência artificial.
Já a lista de apoiadores reúne Movida, Johnnie Walker, Latam, Trident, 3 Corações, Hellmann’s, Schweppes Mixed, Tic Tac, Cif, Estácio, CRMBonus, CVC, Axia Energia, Drogaria Venancio, Piracanjuba ProForce, Cup Noodles, Philco, Bacio di Latte, Bob’s, Vale, Prevent Senior, DHL, All Accor, Filtr Music, Gerdau e Iguá.



