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Baby Audigier desembarca no Brasil com experiência de moda e música

Filho de Christian Audigier, da Ed Hardy, designer traz referências brasileiras herdadas de sua mãe; ações são assinadas pela Estado Artístico
Dylan no showroom em São Paulo | Imagem: @ajotasantarosa/divulgação

A Baby Audigier, marca criada pelo designer Dylan Audigier, começa a construir sua presença no Brasil com uma série de ações em São Paulo que aproximam moda, música e cultura urbana. Uma delas é a Audigier Party, que acontece neste sábado (17), no Teatro Mars, com apresentações de artistas como bassan, keu e d.silvestre.

Antes da festa, a marca iniciou nesta sexta-feira (16) um showroom privado para apresentar as novas peças. A ação acontece das 15h às 18h, na Notthesamo Anexo. As ações são assinadas pela Estado Artístico e duram até este domingo (18).

A chegada ao Brasil tem relação direta com a trajetória de Dylan. Filho de Christian Audigier, designer ligado às marcas Ed Hardy e Von Dutch, ele cresceu próximo ao universo do streetwear e busca levar essa herança para uma nova geração por meio da Baby Audigier.

“Ele me ensinou que a arte de tatuagem e streetwear poderiam ser itens de luxo se você acreditasse o bastante, me ensinou que a moda é narrativa”, conta Dylan.

A nova marca, no entanto, parte dessa referência para construir uma identidade própria, influenciada também pela relação do designer com o Brasil. Filho de mãe brasileira, Ira, Dylan escolheu São Paulo para iniciar a operação da Baby Audigier no país pois aponta a cultura urbana da cidade como uma das inspirações para o projeto.

“O Brasil está no meu sangue. Minha mãe, Ira, é brasileira, então sinto que estou voltando para casa. São Paulo agora tem a mesma energia que Los Angeles tinha há anos atrás. Música, moda e cultura urbana no mesmo lugar”, afirma.

A música ocupa papel central nessa proposta. Para Dylan, a relação entre os dois territórios está presente desde a concepção da grife. “Música dá sentido às roupas, Baby Audigier foi criada com música dentro dela. Moda é a imagem, música é o coração”, diz.

A escolha de começar a apresentação da marca por experiências presenciais também está ligada à forma como o designer pretende posicionar a Baby Audigier. Em vez de restringir o lançamento à exposição das peças, a proposta, segundo ele, é colocá-las em contato com os ambientes culturais que fazem parte de seu universo.

“Uma marca não é só tecido num cabide, é um momento do qual você quer participar. Então, ao invés de só fazermos um evento de lançamento, criamos uma festa. Dessa maneira, as roupas fazem muito mais sentido do que nas páginas de um catálogo”, explica.

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