Iniciativa ‘Bandeira sem vida’ ajudou a impulsionar mobilização da coalizão SOS Oceano após mais de duas décadas de debate
A Walk, hub de inovação em impacto da Droga5 voltado ao desenvolvimento de estratégias que conectam comunicação, causas socioambientais e reputação de marca, criou a campanha ‘Bandeira sem vida’, iniciativa que ajudou a impulsionar a mobilização da coalizão SOS Oceano e contribuiu para destravar a criação do Parque Nacional do Albardão, anunciada pelo governo federal no último dia 6 de março. A unidade passa a ser a maior área de conservação marinha do Brasil.
A campanha tem como conceito central a mensagem ‘Sem azul não há verde’ e utiliza uma releitura da bandeira do Brasil como símbolo de alerta ambiental.
Segundo a agência, a proposta foi transformar um debate técnico sobre conservação dos oceanos em uma narrativa mais acessível, capaz de ampliar o alcance do tema para além dos círculos tradicionais do ambientalismo.
A mobilização incluiu ações em eventos como a Rio Ocean Week e a COP30, além de conteúdos nas redes sociais, projeções urbanas, mídia out of home, influência e articulação institucional. Artistas e personalidades como Alok, Ney Matogrosso e Anitta compartilharam a iniciativa de forma orgânica.
Além da frente de comunicação, a iniciativa também incluiu ações de advocacy voltadas a lideranças políticas em níveis estadual e federal, conectando mobilização cultural e articulação institucional.
O parque foi elaborado tecnicamente pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e prevê um mosaico de áreas protegidas no litoral sul do Rio Grande do Sul, com mais de 1 milhão de hectares de proteção integral e uma Área de Proteção Ambiental (APA) de cerca de 56 mil hectares. A região é considerada estratégica para a biodiversidade marinha e sensível aos impactos da pesca industrial.
Segundo a coalizão, a criação do parque representa um marco para a conservação marinha no país e abre caminho para avanços em outras regiões estratégicas, como Fernando de Noronha, Abrolhos e a Foz do Amazonas.
Imagem do topo: Divulgação