HSM, Mark Up e Hibou promovem o Beyond Cannes Lions 2026

O evento marcou o lançamento do estudo inédito Report Cannes Lions 2026
Dilma Campos, co-presidente da Mark Up e criadora do Report Cannes Lions 2026

No último dia 7 de agosto, a Mark Up, a HSM Management e a Hibou realizaram o evento Beyond Cannes Lions 2026, encontro que marcou o lançamento oficial do primeiro Report Cannes Lions 2026, pesquisa inédita que revela os paradoxos do consumidor brasileiro e traduz os aprendizados de Cannes Lions 2026 para a realidade do país.

O relatório ouviu 1.162 brasileiros e mostra que confiança, utilidade e coerência pesam mais do que tecnologia, discurso ou criatividade isolada.

O Report Cannes Lions 2026 reúne análises e reflexões de especialistas que acompanharam os principais debates do festival e traduziram essas tendências para o contexto brasileiro. Participam desta edição: Ana Moises (LinkedIn), Ana Paula Passarelli (Brunch e Sinapro), André Athaide (Meta), Andrea Siqueira (Ampfy), Galileu Nogueira (Galileu Consultoria), Heloisa Santana (Ampro), Ligia Mello (Hibou), Peter Albuquerque, Zizo Papa e Dilma Campos (Mark Up).

Durante o encontro, realizado na Community Creators Academy, em São Paulo, especialistas participantes do estudo compartilharam com profissionais de diversas áreas da indústria da comunicação insights, cases e tendências que marcaram o Cannes Lions 2026.

Dilma Campos, co-presidente da Mark Up e criadora do Report Cannes Lions 2026, considera que ‘Cannes é um espaço de debates fundamentais sobre criatividade, tecnologia, cultura e negócios. Mas a pergunta central é: como essas transformações chegam à vida das pessoas? Este Report nasceu para construir essa ponte entre o palco global e o Brasil.’

Dilma Campos, co-presidente da Mark Up e criadora do Report Cannes Lions 2026

Luciana Marcelino, da HSM, explica que ‘O objetivo foi transformar o conteúdo discutido em Cannes em algo aplicável à realidade brasileira. Buscamos entender como as tendências são percebidas pelas pessoas e quais impactos podem gerar para marcas e organizações.’

Poliana Abreu, tambémda HSM, salienta ainda que ‘Cannes Lions segue sendo um radar global das transformações culturais e de mercado. Mas nosso objetivo foi ir além: entender como essas tendências ecoam na realidade brasileira. O relatório mostra que existe uma distância entre o que as marcas acreditam que move as pessoas e o que realmente gera valor para elas.’

Veja quatro pontos destacados pela pesquisa:

1. Inteligência artificial: confiança moderada e olhar crítico

Embora 56% dos brasileiros afirmem conseguir identificar conteúdos produzidos por IA, poucos consideram essas ferramentas como referência primária para decisões de compra. Além disso, 34% acreditam que sistemas de IA não são neutros, indicando uma postura mais crítica e consciente diante da tecnologia.

2. Criatividade importa — mas não sozinha

Sete em cada dez brasileiros acreditam que empresas criativas tendem a ter melhores resultados. Porém, na hora da compra, campanhas criativas influenciam apenas uma parcela reduzida. O que pesa de verdade são fatores como utilidade real, coerência entre discurso e entrega e experiências consistentes. A criatividade, segundo os entrevistados, está sendo redefinida: não se trata mais de romper padrões visuais, mas de ser simples, clara e resolver problemas de forma inteligente.

3. Confiança: o ativo mais valioso das marcas

Mais de 60% dos entrevistados já deixaram de comprar de uma empresa por perceber incoerência entre discurso e prática. A credibilidade continua sendo construída por meio de qualidade consistente, experiências positivas e recomendações de pessoas próximas.

4. Geração jovem: menos opinião, mais sobrecarga

Consumidores de até 34 anos lideram respostas como “não sei” ou “prefiro não responder”. O dado aponta para um fenômeno crescente: o excesso de informação não gera, necessariamente, maior engajamento.

‘Os dados revelam um consumidor mais racional e criterioso, mesmo gostando de slogans e jingles que podem ser mais emocionais. Ele admira inovação, mas exige coerência, utilidade e confiança. A criatividade ganha força quando resolve problemas reais com leveza’, afirma Ligia Mello, CEO da Hibou.

Ligia Mello, CSO da Hibou Insights

‘Vivemos uma era em que tecnologia, dados e criatividade só são relevantes quando conectados a necessidades humanas reais. O desafio das marcas não é apenas inovar, mas transformar inovação em significado, finaliza Silvana Torres, fundadora e presidente da Mark Up.

Alê Oliveira
Alê Oliveira
Editor de fotografia
aleoliveira@propmark.com.br

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