Conteúdo ganha influência na publicidade e vira guardião da cultura brasileira
A profissão de multimídia foi sancionada sob a Lei n° 15.325 em janeiro. A expectativa é profissionalizar o trabalho exercido por criadores de conteúdo, área que ganha espaço nas agências. “A regulamentação é um passo importante porque estabelece parâmetros mínimos de remuneração e transparência e cria um ambiente mais estruturado para relações comerciais. Isso tende a reduzir a informalidade”, diz Ian Black, vice-presidente de comunidades e influência da WMcCann.
O novo enquadramento legal engloba o desenvolvimento de interfaces digitais, criação de portais e sites, animações, jogos eletrônicos, publicações digitais, gestão de recursos e redes sociais e direção de conteúdo audiovisual. Agências, clientes, criadores e plataformas passam a ter mais segurança para fechar negócios.
“O mercado de influência só cresce e vemos níveis diferentes de profissionalismo. A nova lei valoriza quem atua de forma responsável”, concorda Fernanda Grams, head de conteúdo da BETC Havas.
O marco jurídico contempla conteúdos criados com planejamento, coleta, pesquisa, avaliação, seleção, interpretação e organização de fontes. Edição, roteirização, sonorização, produção e direção também integram o escopo de trabalho. O profissional multimídia será responsável pelo controle, reprodução, publicação e inserção de publicidade. “A lei dá mais legitimidade aos creators. Na prática, organiza uma atividade que já é amplamente exercida”, reitera Mariana Hasselmann, diretora-executiva de conteúdo da DPZ.
Reconhecer o creator como agente econômico “contribui para regras mais claras sobre direitos e responsabilidades, além de fortalecer relações contratuais entre marcas, creators e agências”, insiste Thiago Bispo, presidente da BR Media, do Publicis Groupe.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 27 de abril.
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