Google contesta investigação do Cade sobre uso de conteúdo jornalístico para IA

Empresa nega infração concorrencial e defende que regras de remuneração a veículos sejam discutidas no Congresso

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O Google contestou o processo administrativo aberto pelo Cade para analisar o uso de conteúdo jornalístico em seus serviços de busca e em ferramentas de inteligência artificial.

A companhia nega a existência de abuso de posição dominante e pediu o encerramento da investigação. Em sua manifestação, sustenta que a discussão sobre eventual pagamento a empresas jornalísticas não deve ser definida pela autoridade concorrencial.

Segundo o Google, a criação de um modelo obrigatório de remuneração depende de uma lei específica aprovada pelo Congresso Nacional. A empresa afirma que o debate envolve uma escolha regulatória mais ampla sobre a relação entre plataformas digitais e veículos de imprensa.

A investigação do Cade busca avaliar se a companhia obtém vantagem econômica com a utilização de conteúdos jornalísticos e se sua posição no mercado de buscas pode prejudicar publishers, especialmente diante das mudanças provocadas por resumos e respostas gerados por IA.

O Google também argumenta que empresas de mídia dispõem de ferramentas para limitar a exibição, a indexação e o uso de seus conteúdos nos produtos da companhia.

O processo segue em análise na Superintendência-Geral do Cade. Após a instrução, a área técnica poderá recomendar o arquivamento do caso ou seu encaminhamento ao tribunal da autarquia.

Procurada pelo propmark, a empresa não quis se manifestar.

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