O presidente e fundador da Biosphera.ntwk destrincha o rebranding da B&Partners e a evolução do conceito de network de soluções end-to-end
Três meses depois do rebranding da B&Partners, que passou a se chamar Biosphera.ntwk, o presidente e fundador Bazinho Ferraz fala sobre a repercussão do reposicionamento no mercado e da evolução do conceito de network de soluções end-to-end.
Reunindo 16 empresas especialistas em áreas como trade marketing, influência e retail media, a Biosphera possui 1.300 colaboradores, 38 sócios e 280 clientes.
Segundo o executivo, os seus maiores desafios hoje são de sinergia e como levar clientes de uma empresa para outra, principalmente com oferta de publicidade, uma novidade do ecossistema desde a aquisição do controle da Ampfy, em setembro de 2025. Nesse processo, algo que ele acha fundamental é preservar as marcas e os sócios das empresas que compra, por considerar importante transmitir a cultura de cada um.
Qual foi o retorno do mercado com o reposicionamento do grupo em novembro?
Muito bom, ganhamos visibilidade, porque a gente tinha um problema de presença. A gente sempre trabalhou para poder construir a plataforma e menos falar dela. Sempre fomos muito forte com os clientes, todas as nossas empresas. Desde que eu vendi o ABC e montei o conceito de ter uma network de soluções end-to-end de tecnologia, vendas, marketing e consultoria, em ter algumas das principais marcas de soluções em cada pilar e principalmente ter sócios representativos de cada setor, o desafio foi como atrair os sócios e levar clientes de uma empresa para outra. E conseguimos isso ao longo do tempo. De oito anos para cá, crescemos em número de clientes, hoje temos 280, e alcançamos sinergia e resultado tanto para as empresas que entraram no ecossistema como para os clientes. Só que eu acho que faltava o mercado e os próprios clientes entenderem melhor o ecossistema. Então, fizemos no ano retrasado um sprint com a Eixo e a Kika (Kika Brandão, co-CEO e sócia da Estúdio Eixo, uma das empresas da Biosphera) sugeriu mudarmos a marca B&Partners. E aí saiu o desafio de achar algo que tivesse um branding forte, que trouxesse um senso de pertencimento do ecossistema, desde os colaboradores, sócios, principais executivos, empresas, clientes aos investidores. E daí o GB (Gabriel Borges, co-fundador da Ampfy, agência comprada em setembro de 2025), brilhantemente, encontrou essa sinergia de pensamento de ecossistema, que é um pouco do que a gente é, com as marcas Biosphera e Atmosphera (gestora de capitais), que é uma inovação que a gente trouxe. Sempre passou muito investimento e eu acabava não absorvendo, porque não tinha uma estrutura para isso. A ideia de montar a gestora foi para que a gente tenha um veículo para poder ter investimentos em tecnologia, em varejo, em mídia. Esse ecossistema permite olhar para outros tipos de investimentos. Na Biosphera, as pessoas são as estrelas do nosso ecossistema e os sócios são os catalisadores. E foi um movimento interessante de reconhecimento, tanto interno quanto externo. Hoje, são 1.300 colaboradores, 38 sócios, 280 clientes e 16 empresas.
E quais são os seus concorrentes?
Do lado mais de tecnologia e mídia, a gente parece muito mais com a Globant, mas eles não têm o lado de vendas como nós temos. A gente acaba sendo um híbrido de Globant, MediaMonks e Accentury, mas quando cai para o lado de advertisign, quando a Ampfy entra, daí concorremos com as agências de propaganda de uma maneira geral. Já como uma network, oferecemos uma solução completa, com especialistas em cada área, em CRM, performance, retail media etc. A gente tem mais de 120 soluções, o que acho que poucos grupos têm.
Como você consegue navegar em tantos territórios a partir da origem no live marketing?
Eu fui mudando ao longo do tempo. Eu comecei a trabalhar com 15 anos de idade, fazia festa, promoção etc. Montei minha primeira agência aos 20 anos, tinha boate e restaurantes também. Depois eu vendi tudo e montei a BFerraz aos 27 anos de idade. E aos 32, me associei ao Nizan Guanes e Guga Valente para construir o Grupo ABC. Quando vendemos para o Omnicom, eu não quis ficar. Recomprei a BFerraz e montei a B&Partners, que acabamos de trocar o nome para Biosphera agora. Esse é um pouco da minha jornada.

A BFerraz é uma das agências de live marketing mais tradicionais do mercado. Já tem quanto tempo?
27 anos. A minha visão sempre foi meio de futuro, de inovação. Quando eu montei a BFerraz, tinha algumas agências fazendo promoção, outras faziam trade e algumas que faziam eventos. Eu já criei com o conceito de full promotion, lá atrás, em 1999. Ela crescia 300% ao ano. A gente montou vários formatos diferentes. Praticamente, lançamos o formato de eventos proprietários. Criei a SuperCasas Bahia, o Natura Musical e o Planeta Terra, por exemplo. Sempre fomos inovadores no formato, seja para clientes ou no modelo de negócio nosso. Eu já tinha um desenho de network desde a época do Grupo ABC. O pensamento sempre foi ter um ecossistema de partners.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa de 9 de fevereiro