Com Burson, JeffreyGroup e Máquina, grupo estrutura no Brasil uma operação integrada que combina tecnologia e gestão de reputação
A operação do Grupo Burson (do WPP) no Brasil é estruturada a partir de um modelo multimarcas que reúne Burson, JeffreyGroup e Máquina. A proposta é manter as identidades, culturas e especializações de cada agência, ao mesmo tempo em que se consolida uma base integrada de capacidades estratégicas, tecnológicas e criativas para responder a demandas cada vez mais complexas de comunicação, reputação e relacionamento institucional.
“Como grupo, nosso foco é continuar trabalhando com as três marcas de forma independente, cada uma com seu perfil e expertise distintos”, afirma Rosa Vanzella, CEO do Grupo Burson Brasil.
Segundo a executiva, a integração ocorre principalmente entre as equipes de atendimento da linha de frente e áreas transversais como criação, planejamento, inteligência de dados, relações governamentais, eventos, branded content, marketing de influência e editorial. “Essa integração garante que cada entrega possua consistência estratégica, criatividade e mensuração de impacto”, diz.
A estrutura brasileira é impulsionada pelo uso crescente de inteligência artificial generativa e cognitiva, além de plataformas proprietárias com modelos preditivos aplicados à comunicação. “Usamos IA generativa para trazer velocidade e escala às atividades operacionais, buscando eficiência e foco no pensamento estratégico”, explica Rosa.

Complementaridade
A definição de qual agência lidera cada projeto considera o perfil do cliente, o escopo do desafio e a necessidade de atuação local, regional ou global. “Levamos em consideração não apenas a expertise da equipe, mas também o perfil de cada agência”, afirma Rosa.
A Máquina se posiciona como uma marca local, com mais de 30 anos de existência; a JeffreyGroup carrega uma forte expertise regional na América Latina; e a Burson atua com foco global, conectando o Brasil às estratégias internacionais do grupo. “Reunimos marcas que têm suas próprias histórias e são muito respeitadas no Brasil”, diz a CEO.
Para ela, o diferencial está em oferecer profundidade local combinada a metodologias, tecnologia e inteligência de dados de um grupo presente em mais de 40 países. “Essa combinação nos permite operar com profundidade local, regional e com visão global, conectando narrativas, dados e reputação.”
A complementaridade também evita sobreposição de atividades. “Essa é a essência da estratégia de portfólio em grandes grupos como a Burson”, afirma Rosa. “Cada agência, embora parte do mesmo grupo, é incentivada a manter sua identidade e especializações.” Segundo ela, a integração fortalece o acesso a tecnologias, equipes criativas e inteligência de dados, sem diluir o posicionamento individual de cada marca.
Tecnologia e dados
Em 2025, algumas frentes ganharam destaque dentro da operação brasileira, especialmente eventos, brand experience, criação e inteligência de dados. “Vimos um crescimento significativo em brand experience, com eventos e ativação de produtos, em formatos variados que vão desde a participação de clientes em grandes eventos já consolidados até a criação de eventos proprietários”, afirma Rosa.
O branded content também se consolidou como ferramenta estratégica, ampliando o alcance e a profundidade das narrativas corporativas. A mensuração passou a ocupar papel central. “O grupo continuou investindo e crescendo na área de inteligência de dados com uma abordagem totalmente analítica para mensuração de resultados e definição de metas”, diz a executiva, destacando também o desenvolvimento de ferramentas de IA para apoiar as equipes em suas atividades diárias.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa de 2 de fevereiro
Imagem do topo: divulgação