Big tech volta ao topo após sete anos; ChatGPT e Claude aparecem entre os principais destaques do ranking
O Google retomou a liderança do ranking ‘Kantar BrandZ das 100 Marcas Globais Mais Valiosas’ de 2026. Avaliada em US$ 1,5 trilhão, a companhia voltou ao topo pela primeira vez desde 2018, encerrando quatro anos consecutivos de liderança da Apple.
O estudo também marcou a primeira vez em que três marcas ultrapassaram simultaneamente o valor de US$ 1 trilhão: Google, avaliada em US$ 1,5 trilhão, Microsoft, com US$ 1,1 trilhão, e Amazon, com US$ 1 trilhão. A Apple aparece logo atrás, avaliada em US$ 1,4 trilhão.
Segundo a Kantar, o valor total das 100 marcas mais valiosas do mundo chegou a US$ 13,1 trilhões, alta de 22% em relação ao ano anterior.
A inteligência artificial aparece como principal vetor de transformação do ranking. O ChatGPT registrou crescimento de 285%, um dos maiores já observados na história do BrandZ, enquanto o assistente generativo Claude estreou diretamente na 27ª posição, avaliado em US$ 96,6 bilhões.
No ano passado, a Kantar apresentou um estudo que analisava a evolução do valor agregado das marcas desde 2006 para entender os fatores por trás do crescimento das empresas mais valiosas do período.
O levantamento apontou que muitas marcas presentes no ranking original desapareceram por não conseguirem acompanhar as mudanças de comportamento e consumo, enquanto empresas como Facebook, Tesla, Uniqlo e Mercado Livre ganharam relevância ao transformar suas categorias.
O estudo também reforçou o conceito de “diferença significativa”, um dos pilares do modelo de brand equity da Kantar. “Não é preciso ir além da Apple para entender esse poder: ela teve a maior taxa de crescimento em 20 anos, é a primeira marca avaliada em mais de US$ 1 trilhão e a mais valiosa pelo quarto ano seguido”, afirmou Souza.
“A IA está acelerando o crescimento das marcas, mas também elevando a complexidade do marketing”, afirmou Martin Cena, CEO da Kantar Brasil. Segundo o executivo, as empresas que mais crescem são aquelas capazes de usar inteligência artificial para interpretar sinais de consumo e transformar dados em decisões rápidas de negócio.
O levantamento também aponta o avanço das marcas chinesas, que passaram a representar 23% do ranking global. Entre os destaques aparecem Tencent, Alibaba e Xiaomi.
Na América Latina, o Mercado Livre segue como a única marca da região presente no ranking global, ocupando a 49ª posição, avaliada em US$ 54,9 bilhões.
Entre os setores, a Zara ultrapassou a Nike e se tornou a marca de vestuário mais valiosa do mundo. No luxo, a Hermès assumiu a liderança do segmento, superando a Louis Vuitton.
Imagem do topo: Shutter Speed no Unsplash