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BTL investe nas soluções proprietárias para melhorar a performance dos jobs

A The Group, por exemplo, desenvolveu o sistema Intelligence, para eficácia financeira, e o Vision, que reúne dados de fluxo em eventos
Ferramentas identificam fluxo de pessoas nos corredores de uma feira e geram insights para correção de rota | Imagem: divulgação

As experiências acumuladas na gestão de negócios trazem olhar apurado dos executivos que costumam se ‘brifar’, por assim dizer, no encontro de soluções personalizadas para problemas cotidianos. Na The Group, o COO Felipe Guntovitch está desenvolvendo um ecossistema proprietário de inteligência para live marketing que combina dados financeiros, informações operacionais e análise do comportamento do público.

“Esse ecossistema possui hoje duas principais frentes. A primeira analisa a eficiência dos investimentos, comparando eventos, edições e categorias de despesas e produzindo indicadores como custo por participante, distribuição do orçamento e representatividade de cenografia, técnica, alimentos e bebidas, hospedagem, conteúdo e outras linhas relevantes”, explica.

A segunda, nas palavras de Guntovitch, “utiliza câmeras inteligentes e visão computacional para compreender o comportamento do público nos espaços. Conseguimos analisar fluxo de pessoas, acessos, permanência, concentração do público, mapas de calor e interação com produtos, ativações ou áreas específicas. Mais do que gerar relatórios, nosso objetivo é transformar essas informações em aprendizados para melhorar o desenho das próximas experiências e apoiar decisões de marketing e investimento”.

O TG Intelligence reúne os módulos: TG Performance, voltado à inteligência financeira e à eficiência dos investimentos; e TG Vision, específico para análise de fluxo, ocupação e comportamento do público por meio de câmeras inteligentes.

“Em um estande durante uma feira do agro, utilizamos câmeras inteligentes para analisar a circulação nos corredores, o volume de entradas no espaço, áreas com maior concentração de público e o tempo de interação com produtos e ativações. Conseguimos identificar o que funcionou e o que não funcionou. Uma ativação interativa posicionada na entrada do estande gerou alto volume de acesso, mas baixa permanência — o que indicou que ela funcionava mais como ‘chamariz’ do que como ponto de engajamento. Já uma área de demonstração de produto, localizada mais ao fundo, teve menor fluxo inicial, mas altíssimo tempo de permanência e taxa de conversão em conversas comerciais”, detalha Guntovitch, que, com base nesses dados, produziu mapas de calor e identificou com sua equipe quais pontos do estande atraíram mais pessoas.

A Score Agency, como esclarece o COO e CSO Albano Neto, desenvolve e utiliza ferramentas proprietárias para transformar dados, comportamento e contexto de consumo em soluções capazes de construir marca e gerar conversão. Albano cita a ferramenta proprietária Re/shape, que estabelece um roteiro para orientar planejamentos: a metodologia organiza o trabalho em oito etapas, do diagnóstico à implementação: discovery, immersion, definition, ideation, design, validation, production e deployment.

Entre outras, Albano comenta a Pulso, uma das mais longevas da Score, desenvolvida em parceria com a Hibou. “É uma plataforma contínua de pesquisa criada para acompanhar mudanças de comportamento, expectativas, sentimentos e hábitos de consumo dos brasileiros. Cada edição investiga uma ocasião, movimento cultural ou momento relevante para as marcas. Os resultados são transformados em aprendizados aplicáveis a campanhas, promoções, experiências e estratégias de retail.”

Albano lembra que a Re/shape foi essencial no projeto ‘Bud Dome’, instalação imersiva 360° criada pela Score para seu cliente Budweiser como plataforma global de celebração para a Copa do Mundo dos EUA, México e Canadá. “As ferramentas proprietárias da Score não funcionam como modelos rígidos. Elas formam um sistema integrado de inteligência, criação e execução, customizado para cada cliente. Dessa forma, conseguimos combinar consistência metodológica com soluções proprietárias, culturalmente relevantes e operacionalmente viáveis.”

Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 12 de outubro.

Paulo Macedo
Paulo Macedo
Editor
paulo@propmark.com.br

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