Mais do que um espetáculo nas quatro linhas, a Copa do Mundo é um negócio robusto que embute o interesse das marcas na audiência e no buzz que a competição propicia nas redes sociais e o efeito social, que só a antropologia pode responder com precisão devido ao efeito das narrativas que o futebol agrega às questões de mobilidade social. No caso brasileiro, mesmo com a desclassificação, o escrete canarinho é o fio condutor para unir e eliminar divisões de classe. Um fenômeno, não é Ronaldo?
A Copa deste ano ativou muitos negócios no Brasil. O Grupo Globo, por exemplo, arregimentou R$ 2 bilhões do mercado publicitário com Ambev, Itaú, Unilever, Caoa, Amazon, XP Investimentos, BYD, Grupo Petrópolis, Superbet, Apple, Coca-Cola, McCain, Havan, Betano, BetMGM, Ademicon, Zé Delivery, Stihl, OpenAI, Localiza, Medley, Suvinil, Caixa, JBS e Claro.
Social first, a CazéTV também atraiu R$ 2 bilhões para o seu modelo de transmissão, que, aliás, transformou o goleiro Vozinha, de Cabo Verde, em estrela da social media. Tudo começou quando Casimiro criou um mutirão no canal durante o jogo do país africano com a Espanha. A ação provocou um engajamento sintomático: Vozinha saltou de 50 mil seguidores para 10 milhões. “Ser social first faz a diferença para a CazéTV”, constata Lucas Feltes, CEO da WT.AG, agência do ecossistema We que usa essa métrica como core. A CazéTV trouxe Ambev, Bet365, Betnacional, Coca-Cola, Decolar, General Motors (GM), iFood, Itaú, KTO, Mercado Livre e Vivo.
O SBT contou nas suas transmissões com Airbnb, Bem Brasil, Betnacional, Carrefour, Esportes da Sorte, Friboi, Haleon, Hyundai, McDonald’s, PagBank, Seara e Shopee. O preço bruto do projeto conjunto com a N Sports foi de R$ 626 milhões.
A CBF chegou aos Estados Unidos, México e Canadá com o caixa reforçado em R$ 1 bilhão, graças às cotas vendidas para marcas como Itaú, Ambev, Amazon, Google, Azul, Volkswagen e iFood, por exemplo. A Fifa projeta uma receita de US$ 8,9 bilhões com o evento, que se encerra neste domingo (19). Já a economia brasileira ganha com os 13,5 milhões de consumidores dispostos a gastar durante a Copa, projeção da Serasa Experian com foco em delivery, streaming e moda. Cerca de R$ 4,3 bilhões foram para o varejo, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio. O segmento de camisetas esportivas oficiais contabilizou 900 mil unidades com estampas das seleções.
Leia a íntegra da matéria na edição impressa do dia 20 de julho.



