Na manhã de hoje (12) aconteceu em São Paulo a cerimônia de posse do novo presidente do Conar, Eduardo Simon, publicitário, fundador e CEO da agência Galeria.
Compondo a nova diretoria, Paulo Tonet Camargo (que não pode estar presente), primeiro vice-presidente, é advogado, membro do Conselho Superior da Abert, vice-presidente de relações institucionais do Grupo Globo e presidente da AIR, Associação Internacional de Radiodifusão; Nelcina Tropardi, segunda vice-presidente, é advogada, vice-presidente jurídica, de ESG e assuntos corporativos do Grupo Carrefour Brasil e presidente da diretoria da ABA, Associação Brasileira de Anunciantes; Marcelo Rech, terceiro vice-presidente, é jornalista e presidente da Associação Nacional de Jornais; Natalia Kuchar, quarta vice-presidente, advogada, executiva do Google e atualmente preside o Comitê de Assuntos Regulatórios e Jurídicos do IAB Brasil;
A nova diretoria também traz Ana Moises, diretora, responsável pela área de soluções de marketing do LinkedIn para a América Latina; Bruno Bonfanti, diretor, engenheiro formado pela Escola Politécnica da USP, gerente de alianças do Google e coordenador do Grupo de Trabalho Digital do Conar, responsável pela elaboração do Guia de Publicidade por Influenciadores Digitais e de sua recente atualização; Guido Sarti, diretor, publicitário, sócio e vice-presidente de data intelligence e tecnologia da Galeria, onde lidera as áreas de dados, inteligência artificial, automação e tecnologia; a vice-presidente executiva, Juliana Albuquerque, que lidera a equipe técnica da entidade, e o diretor jurídico, Vitor Hugo Ferreira do Amaral.

A abertura da cerimônia contou com o discurso de Juliana Albuquerque, que falou sobre a estreia do novo site da instituição, com um novo canal de queixas via Whatsapp e um desenvolvimento em parceria com a Meta para a otimização do atendimento. Também destacou que com a gestão de Sergio Pompilio, foi possível a aproximação e regulamentação para as plataformas digitais, além de acordos de cooperação técnica com a Secom para fraudes na publicidade digital, e com a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, para a publicidade de apostas.

Em seguida, o evento trouxe a participação do jornalista e apresentador Pedro Bial que fez um discurso sobre ética, liberdade de expressão para as ideias e os ataques ao jornalismo brasileiro. “Diante de um presente a medrontado pelo futuro, o passado pode vir no socorrer com ideias que não envelhecem. Valores que permanecem. Transformem-se as tecnologias como se transformam e a gente nunca viveu transformações tão velozes e radicais como nesse século XXI. O espírito democrático movido pelo desejo de paz e prosperidade, segue sendo nossa baliza. Por isso a instituição que nos reúne hoje aqui é tão importante, essa é a razão de ser do Conar. Não existe liberdade de expressão sem liberdade iniciativa, não existe liberdade de imprensa sem liberdade de empresa” disse o comunicador. “A honestidade é o melhor atalho para enfrentar escaladas de desafios éticos. Não tem manual de inclusões de exercício da ética. Ética não é. É sempre o que poderia ser. E só com valores simples e acessíveis, estaremos aptos a enfrentar os tremendos desafios da nova era que se anuncia, a era da inteligência artificial”, disse.

A cerimônia também contou com um discurso de Marlene Bregman, integrante do Conselho de Ética do Conar, que destacou a evolução da instituição, afirmando que o novo presidente assumirá sua versão mais moderna e sofisticada.

Por fim, o novo presidente realizou o discurso de encerramento, agradecendo o apoio de seus sócios da agência Galeria e destacando os avanços da instituição para a sua chegada.
“O Conar nasceu para organizar o mercado com controles muito bem definidos, anunciantes, agências e veículos. Hoje a publicidade atravessa plataformas marketplaces, influencers, sistemas automatizados de distribuição. O maior de desafio do Conar nesse momento é expandir seu período de atuação sem perder aquilo que sempre nos deu legitimidade, pluralidade de representação e a convicção de que o mercado se regula para que o Estado não precise e não deva exercer censura prévia. Ampliar sem diminuir. Este é o desafio”, disse Eduardo, ressantando que deseja ampliar os canais de consultas prévias, para que anunciantes e agências possam checar os limites éticos da regulação, usando a tecnologia a favor do setor.



