A Justiça de São Paulo autorizou, na sexta-feira (23), o processamento do pedido de recuperação extrajudicial do Grupo Ri Happy, que busca renegociar R$ 827,4 milhões em dívidas. A decisão da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Capital também determinou a suspensão, por 180 dias, das ações e execuções relacionadas aos créditos incluídos no plano.
A juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira considerou atendidos os requisitos legais para o início do procedimento e concedeu ao grupo o prazo de 90 dias para obter a adesão da maioria dos credores.
O pedido, apresentado no domingo (18), envolve seis empresas do grupo, incluindo as redes Ri Happy e PBKids. A magistrada autorizou que os processos tramitem conjuntamente, mas determinou que cada empresa comprove individualmente a adesão da maioria de seus credores.
A decisão também prevê a atuação de uma administradora judicial para acompanhar o procedimento e verificar as adesões ao plano. Após essa etapa, será publicado um edital para que eventuais credores discordantes apresentem contestações no prazo de 30 dias.
A autorização para o processamento não representa a aprovação definitiva do plano de recuperação extrajudicial, que ainda dependerá de homologação pela Justiça.
O grupo atribui as dificuldades financeiras à alta dos juros, aos efeitos da pandemia, à carga tributária e à concorrência com plataformas de comércio eletrônico, como AliExpress e Shopee. A lista de credores inclui fornecedores como Mattel, Hasbro e Sunny Brinquedos.
A reestruturação ocorre após a venda da companhia pela SPX Capital para a BluSun Capital Partners, concluída em agosto deste ano.



